Izak Dahora vive um novo capítulo em sua carreira. Com trinta anos de experiência, o ator aceitou o desafio de interpretar Neguinho da Beija-Flor no espetáculo “O Neguinho da Beija-Flor — Musical”, que estreou na quinta-feira (10/9) no Teatro João Caetano, no Centro do Rio.
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Em conversa com a coluna de Fábia Oliveira, Izak compartilhou que a estreia, diante de um público lotado, foi repleta de emoção. “É uma coisa maravilhosa, única na minha vida. Hoje entrei em cena com todo aquele coro e estava profundamente emocionado. Estrear é realmente diferente, e essa casa cheia para celebrar a vida e a obra do Neguinho da Beija-Flor”, disse.
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Para dar vida ao personagem, o ator mergulhou na história do sambista, assistindo a diversas entrevistas e registros de sua trajetória. Entre os momentos mais marcantes está o período em que Neguinho enfrentou uma doença.
“É claro que o momento da doença é muito especial, né? Temos que estar entregues, muito concentrados… E eu assisti a muitas coisas, muitas entrevistas do Neguinho”, relatou.
Izak Dahora explicou que o processo de pesquisa foi tão intenso que chegou a brincar com a quantidade de material que consumiu. “Já estou assim… sabe quando você fica carente até depois de já ter visto tanto e não ter mais o que ver. Já fui na internet, já procurei muito sobre ele, sobre esse momento, por exemplo”, comentou.
Conhecido por muitos desde a infância, principalmente por interpretar o Saci no “Sítio do Picapau Amarelo”, Izak acredita que o papel de Neguinho da Beija-Flor chega em um momento importante de sua trajetória profissional.
“Eu buscava um novo grande personagem, sim. Entre o Saci e o Neguinho, graças a Deus, foram muitos personagens. Mas é lógico que no teatro, inclusive, que as pessoas acabam não vendo tanto, não sabendo tanto… Mas é verdade sim que o Neguinho acho que inaugura uma nova fase do meu trabalho, da minha carreira, sim”, avaliou.
O ator começou a trabalhar aos 10 anos. Agora, décadas depois, vê no protagonista do musical a chance de mostrar uma maturidade artística diferente.
“Mais maduro, quase 40 anos já, 30 anos de profissão. Comecei muito cedo e as pessoas têm essa lembrança de mim. Eu comecei aos 10 anos de idade, com 12 já estava fazendo Saci… Então o Neguinho é um personagem que um ator precisa. E numa produção como essa, com certeza”, afirmou.
A possibilidade de transformar o espetáculo em uma produção audiovisual também já começa a ser comentada. Para Izak, caso o projeto saia do papel, seria importante manter o diretor Pilar à frente da adaptação.
“As pessoas têm falado, sabe? Se acontecer, tomara que seja com o Pilar dirigindo, porque o Pilar é um diretor de audiovisual, um dos diretores que melhor trafegam entre o audiovisual e o teatro no país”, declarou.
Para o ator, a experiência de Pilar nos dois formatos faria com que a transição fosse natural. “E acho que seria muito orgânico que ele fizesse a direção desse trabalho. E eu espero e esperaria estar presente nesse trabalho também, nessa versão audiovisual”, completou.
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