O humorista Marcelo Adnet voltou a abordar o abuso que sofreu na infância e afirmou que é importante enfrentar este tipo de situação “de cabeça erguida”. Em entrevista, o artista declarou que não sente vergonha do ocorrido e que falar sobre o caso é parte do seu processo de “cura”.
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Adnet conversou com o programa TV Fama, da RedeTV!, e mencionou que, atualmente, consegue lidar com a situação de maneira mais natural. “Falar sobre isso é a cura, sabe? É um sintoma de que a coisa foi digerida. Acho que não existe uma cura, existe uma cicatrização”, explicou.
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Ele acrescentou que é algo sobre o qual precisamos falar, pois ainda é uma pandemia mundial, algo que continua acontecendo.
Segundo Adnet, o trauma infantil acabou moldando seu caráter na vida adulta. “Ter que superar isso, ser forçado a passar por esse trauma, foi algo que formou o meu caráter e a maneira de lidar com os problemas da vida, mas demorou muito, até porque uma criança não sabe o que aquilo é, então demora muito até ela entender o que realmente aconteceu.”
Ao concluir, ele afirmou enfrentar a situação de cabeça erguida e sem culpa. “Então, deixo minha força para todos que passaram por isso e que é possível renascer, lembrar disso de cabeça erguida, não com culpa nem vergonha”, finalizou.
Em agosto, Adnet abriu o coração e revelou que foi abusado na infância. O famoso disse que foi ameaçado por um funcionário de um sítio do avô aos 7 anos de idade e que isso acabou deixando traumas em sua vida. “Me fez desconfiar muito da sociedade e eu decidi ficar sozinho”, desabafou.
“Eu era um jovem muito tímido. Eu fui abusado aos 7 anos de idade. Na época eu não sabia o que era”, disse Adnet ao podcast Inteligência Ltda. De acordo com o famoso, o caseiro do sítio do avô usou a morte de um cachorro da família para cometer o crime.
O humorista detalhou o ocorrido: “O cachorro do meu avô morreu e eu amava o cachorro. O caseiro falou: ‘Eu tenho uma maneira de trazê-lo de volta. Mas, se você falar para alguém, o cachorro vai morrer para sempre’. Então eu pensei que ele poderia ressuscitar aquele cão”, disse Adnet.
Ele seguiu e disse que o próprio avô acabou o salvando de algo pior. “Aí eu pensei: ‘Não vou contar para ninguém, senão o cachorro morre’. O meu avô [saiu e] esqueceu a carteira em casa, ele foi fazer feira. Quando o [abusador] estava começando o ato, meu avô volta e meio que me salva de sofrer algo bem pior”, contou.


