Condenada a mais de 10 anos de prisão, Veronica Costa foi presa na quinta-feira (24/9) no Vale das Videiras, em Araras, e expressou seu descontentamento ao ser levada pelos policiais. Ao chegar à delegacia, ela desabafou, afirmando que foi vítima de um erro judicial.
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“Não sou nenhuma bandida, nenhuma marginal ou homicida. Aqui tem uma mulher que teve uma arma na cabeça e que o Judiciário errou. Eu sempre admirei o Judiciário”, declarou à TV Globo.
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E lamentou: “Estou triste, sem acreditar. No mais, aqui não há nenhuma bandida, nenhuma corrupta. Aqui tem uma mulher que trabalhou muito pelo povo e que não merece passar por isso. Isso é maldade”, concluiu.
ENTENDA O CASO As investigações começaram em fevereiro de 2011, quando Márcio procurou a Polícia Civil para denunciar o que teria sofrido durante o relacionamento.
Em seu depoimento, ele relatou ter sido imobilizado e amordaçado dentro de casa e afirmou que a situação teria se prolongado por cerca de 20 horas. Segundo o relato apresentado à polícia, familiares de Veronica também teriam participado das agressões.
AS SENTENÇAS A sentença em primeira instância foi proferida em 2019 e estabeleceu pena de cinco anos e 10 meses. O Ministério Público recorreu, e a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio ampliou a punição em 2023 para 10 anos e oito meses, além de determinar o início do cumprimento em regime fechado. Na mesma decisão, foi mantida a perda do mandato de vereadora.
A condenação também alcançou quatro parentes da ex-vereadora. Bruno Chaves Ribeiro, irmão de Verônica, recebeu pena de 10 anos e oito meses. Tatiane Chaves Ribeiro, irmã dela, Bruno Marcelo Bahia Marques, marido de Tatiane, e Sebastião de Oliveira Evangelista, padrasto da ex-vereadora, foram condenados a 10 anos cada. As penas também deveriam começar em regime fechado.
FORAGIDA O processo chegou ao fim após o trânsito em julgado, e a Justiça determinou o cumprimento da pena. Na quarta-feira (23/9), policiais civis foram até um endereço de Veronica, na Barra da Tijuca, para cumprir o mandado de prisão, mas ela não foi localizada. Com isso, a ex-vereadora passou a ser considerada foragida.
A ex-vereadora sempre negou as acusações. Em manifestações anteriores, sua defesa contestou a condenação e afirmou que a decisão não teria respaldo suficiente nas provas do processo.


