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Homem com ELA volta a falar com chip cerebral da Neuralink

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Terry se emociona ao dizer “Eu te amo” com chip cerebral experimental da Neuralink (Foto: Instagram)

Terrence "Terry" Mandable, um homem de Washington, nos Estados Unidos, diagnosticado com ELA de início bulbar em 2024, voltou a se comunicar após um longo período de dificuldade. Participante de um estudo da Neuralink, Terry utiliza um chip cerebral experimental que interpreta sinais de intenção de fala, transformando-os em texto e voz sintetizada.

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A doença afetou severamente sua capacidade de falar, tornando difícil a comunicação até com pessoas próximas. No vídeo divulgado pela Neuralink, Terry é visto usando uma versão digital de sua própria voz para dizer à esposa, Lori, "Eu te amo".

O implante N1, uma interface cérebro-computador desenvolvida pela Neuralink, foi implantado em Terry. Os eletrodos no cérebro captam padrões de atividade neural relacionados à fala e, durante o treinamento, o sistema aprendeu a reconhecer esses padrões sem a necessidade de pronúncia real.

A tecnologia decodifica os sinais cerebrais e os converte em linguagem, permitindo que Terry se comunique através de uma voz digital que se assemelha à sua original. É importante ressaltar que o dispositivo não lê pensamentos em geral; ele é especificamente treinado para reconhecer sinais relacionados à intenção de fala.

Lori, que acompanha de perto os testes, expressou sua emoção ao poder conversar novamente com o marido. Antes da doença avançar, Terry era executivo e havia se tornado sócio da empresa onde trabalhava. Com a perda da fala, ele teve que se afastar do trabalho, e tarefas simples, como atender o telefone, tornaram-se desafiadoras.

Terry é o terceiro participante do estudo clínico VOICE da Neuralink, que busca restaurar a comunicação em pessoas com comprometimento grave. O estudo ainda está em fase inicial e o implante não foi aprovado pela FDA para uso comercial. Dados detalhados sobre a demonstração, como precisão e velocidade, ainda não foram publicados em artigos científicos revisados por pares. Assim, a tecnologia permanece experimental e não está disponível como tratamento para a ELA em geral.

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