A defesa de Virginia Fonseca na Ação Civil Pública, onde é ré ao lado da Blaze, trouxe novas informações reveladas recentemente. A influenciadora apresentou sua contestação à Justiça na última segunda-feira (21/9).
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Anteriormente, alguns detalhes da defesa de Virginia já haviam sido divulgados. Agora, surgem novos argumentos apresentados por ela em sua defesa no processo.
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Em sua defesa, Fonseca negou ter induzido seus seguidores a errarem ao apostar na vitória de Cabo Verde contra a Argentina na Copa do Mundo de 2026. Ela afirmou que, durante o torneio, fez 19 previsões sobre os resultados de jogos, das quais 12 foram corretas e sete incorretas.
Virginia argumentou que a predominância de acertos enfraquece a alegação do Ministério Público de que ela teria induzido apostadores a perder. Ela sustentou que a acusação de induzir ao erro é incompatível com seus acertos durante o campeonato.
A influenciadora afirmou que seu palpite sobre o jogo de Cabo Verde foi baseado em crença pessoal e confiança legítima, não podendo ser confundido com promessa de lucro financeiro.
Por fim, Virginia destacou que sua remuneração não variava conforme as perdas dos apostadores, não havendo benefício para ela em caso de derrota dos mesmos.
Virginia também declarou não ter envolvimento na operação da plataforma Blaze, não podendo ser responsabilizada por questões operacionais. Ela afirmou não ter gerido jogos, resultados, saques ou depósitos.
A influenciadora negou que sua remuneração dependesse das perdas dos apostadores, explicando que seus pagamentos eram fixos, baseados em publicidade.
Virginia mencionou que seus contratos com a Blaze incluíam a produção de material promocional, como stories e gravações.
Ela destacou que sua relação com a Blaze terminou em 14 de agosto deste ano, com negociações para o término já em andamento antes da ação judicial.
A Ação Civil Pública foi movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra Virginia Fonseca e a Foggo, operadora da Blaze no Brasil. A ação visa responsabilização por práticas abusivas na divulgação de apostas esportivas e medidas para evitar abusos publicitários, com pedido de condenação de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.
Durante a Copa do Mundo de 2026, Virginia divulgou conteúdo em seus stories, aparentando apostar na vitória de Cabo Verde sobre a Argentina, sem esclarecer que era publicidade.


