
Douglas Stewart Carter deixa prisão em Utah após 41 anos injustamente encarcerado (Foto: Instagram)
Depois de passar 41 anos encarcerado injustamente, Douglas Stewart Carter, de 71 anos, foi libertado nesta segunda-feira, 28 de setembro, em Utah, nos Estados Unidos. Ele havia sido condenado à morte por um assassinato que sempre negou ter cometido. Um novo exame de DNA, apresentado à Justiça no dia 22, revelou que o material genético encontrado na cena do crime não pertence a Douglas, enfraquecendo as acusações contra ele.
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Douglas foi acompanhado do filho, Tyler Anger, ao deixar a prisão. Embora esteja em liberdade, ele ainda não foi oficialmente inocentado e deve usar tornozeleira eletrônica enquanto aguarda um novo julgamento. Os promotores já decidiram não buscar a pena de morte após o resultado do exame de DNA.
Vestindo roupas simples, Douglas saiu da prisão com poucos pertences, enquanto seu filho empurrava um carrinho com travesseiros, cobertores e documentos. Tyler, adotado por outra família quando bebê, descobriu a condenação do pai biológico anos depois. Agora, eles têm a chance de recuperar o tempo perdido.
Douglas ficará hospedado em um hotel próximo ao filho e receberá apoio psicológico para lidar com as consequências dos anos de encarceramento injusto. Em 1985, ele foi condenado pelo assassinato de Eva Olesen, tia do então chefe de polícia de Provo. A condenação foi baseada numa confissão que Douglas diz ter sido forçada e em depoimentos de testemunhas que depois se retrataram.
Em 2011, as testemunhas, localizadas no México, afirmaram que haviam mentido em troca de dinheiro e presentes da polícia. Elas também relataram ameaças de deportação caso não incriminassem Douglas. Em 2025, a Suprema Corte de Utah ordenou um novo julgamento devido a irregularidades no processo original.
Com a reabertura do caso, novas análises de provas antigas mostraram que o DNA encontrado na cena do crime não correspondia ao de Douglas. O juiz Derek Pullan afirmou que essa descoberta enfraqueceu a acusação, permitindo que Douglas aguardasse o novo julgamento em liberdade.
A família da vítima expressou preocupação com a libertação e continua pedindo esclarecimentos sobre o assassinato. Os advogados de Douglas buscam o arquivamento definitivo das acusações, enquanto a promotoria reavalia as provas restantes. As questões que permanecem são por que o exame de DNA não foi realizado antes e o destino dos policiais e promotores envolvidos no caso.


