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Desmatamento na Amazônia reduz 41,8% e atinge menor nível desde 1988, diz Inpe

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Queda histórica no desmatamento da Amazônia revela avanço na conservação (Foto: Instagram)

O desmatamento na Amazônia teve uma queda de 41,8% em um ano, alcançando o nível mais baixo desde 1988, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). No Cerrado, a redução foi de 23,8%, com a menor área desmatada desde 2001. Os números, divulgados na sexta-feira (16), não incluem as queimadas criminosas que começaram no início de outubro.

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Na Amazônia, a área devastada caiu de 5.731 km² para 3.335 km², uma redução de 2.396 km². No Cerrado, o desmatamento diminuiu de 7.235,27 km² para 5.516,69 km², ou seja, 1.718,58 km² a menos. Esses dados cobrem o período de agosto de 2025 a julho de 2026, em comparação com os 12 meses anteriores.

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, celebrou os resultados, afirmando que eles demonstram um progresso na redução da destruição ambiental. "Estamos trazendo resultados concretos para os biomas Amazônia e Cerrado", disse o ministro.

Os resultados representam um avanço significativo na proteção dos biomas, essenciais para o equilíbrio climático, biodiversidade e conservação dos recursos hídricos no Brasil. Apesar da queda, o desmatamento ainda não foi eliminado. O governo credita os resultados ao fortalecimento da fiscalização ambiental e à criação de áreas protegidas, com a colaboração de órgãos federais, estaduais e municipais.

Na Amazônia, o desmatamento é o menor registrado em 38 anos de monitoramento. No Cerrado, a devastação alcançou o menor nível desde o início da série histórica em 2001. Os números mostram uma redução significativa na perda de vegetação nativa, especialmente na Amazônia, com uma queda superior a 40% em apenas um ano.

Segundo Capobianco, três fatores foram cruciais para esse avanço: respeito às evidências científicas, participação da sociedade nas decisões ambientais e cooperação entre os governos federal, estaduais e municipais.

Entre as medidas do governo para explicar a redução estão o fortalecimento das operações da Polícia Federal contra crimes ambientais e o aumento dos investimentos na proteção da biodiversidade. De 2023 a 2026, a Polícia Federal instaurou quase 8 mil inquéritos sobre crimes ambientais.

Nesse período, o governo também criou 18 unidades de conservação e homologou 20 terras indígenas, integrando a estratégia de preservação da vegetação nativa e combate ao desmatamento ilegal. "Houve cooperação com estados e municípios e participação da sociedade. Foi um jogo de ganha-ganha. Todo mundo trabalhou", afirmou a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.

Além dos ganhos ambientais, a redução do desmatamento pode fortalecer a posição do Brasil no comércio internacional. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou que compradores internacionais estão cada vez mais atentos à origem dos produtos agropecuários e ao cumprimento de exigências ambientais. Segundo ele, a preservação das florestas pode facilitar o acesso dos produtos brasileiros a mercados que exigem práticas sustentáveis, como a União Europeia.

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