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Cinco conquistas da diversidade nas eleições dos EUA

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Eleições nos EUA destacam marcos históricos de diversidade na política. (Foto: Instagram)

As eleições americanas de 3 de novembro de 2026 entraram para a história com a escolha de representantes de grupos que enfrentaram obstáculos históricos para chegar ao poder. Entre os principais resultados estão Deb Haaland, primeira indígena eleita para governar um estado americano; Keisha Lance Bottoms, primeira mulher negra a conquistar um governo estadual; Stacey Plaskett, primeira mulher a governar as Ilhas Virgens Americanas; e Chris Pappas, primeiro homem abertamente gay eleito para o Senado federal.

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Indígena no governo do Novo México. Integrante do povo Laguna Pueblo, Deb Haaland nasceu em 1960, no Arizona. Criou a filha sozinha, passou por dificuldades financeiras e teve diferentes ocupações antes de se formar em direito. Em 2018, foi uma das duas primeiras mulheres indígenas eleitas para o Congresso. Durante o governo Joe Biden, comandou o Interior e se tornou a primeira pessoa indígena a ocupar o posto. Eleita com cerca de 57% dos votos, venceu o republicano Gregg Hull. No Novo México, estado de maioria democrata e com importante presença de comunidades indígenas, prometeu ampliar o acesso à saúde, combater a carestia e enfrentar cortes em programas sociais defendidos por Donald Trump.

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Primeiro senador muçulmano. Filho de imigrantes egípcios, Abdul El-Sayed é médico, epidemiologista e tem 42 anos. Ele foi o primeiro muçulmano eleito para o Senado dos Estados Unidos por Michigan. Nascido e criado nos arredores de Detroit, estudou na Universidade de Michigan, fez doutorado em Oxford e cursou medicina na Universidade Columbia. Trabalhou na reconstrução do Departamento de Saúde de Detroit após a falência da cidade e chefiou a área de saúde do condado de Wayne. Em 2018, concorreu ao governo estadual, mas perdeu a primária democrata para Gretchen Whitmer. Oito anos depois, derrotou o republicano Mike Rogers na disputa pelo Senado. Ligado à ala progressista do Partido Democrata, defendeu o sistema universal de saúde (Medicare for All), a taxação dos bilionários e a redução da influência empresarial nas eleições. Durante a campanha, também foi alvo de ataques de Donald Trump e de outros republicanos, que o associaram à Irmandade Muçulmana sem apresentar provas. A vitória foi conquistada em um estado industrial decisivo nas eleições presidenciais, onde o eleitorado árabe-americano tem relevância política, sobretudo na região de Detroit.

Governadora negra na Geórgia. Advogada e filha de um ex-jogador de futebol americano e de uma educadora, Keisha Lance Bottoms nasceu em Atlanta, em 1970. Foi vereadora e prefeita da cidade entre 2018 e 2022, período em que ganhou projeção nacional durante os protestos contra a violência policial e o assassinato de George Floyd. Também atuou como assessora especial no governo Biden. Ao derrotar o republicano Rick Jackson, encerrou mais de duas décadas de governos republicanos na Geórgia. O resultado confirma a força eleitoral da população negra, principalmente em Atlanta, e dá continuidade à mobilização articulada por Stacey Abrams, que concorreu duas vezes ao governo estadual, mas não venceu.

Stacey Plaskett foi eleita governadora do território das Ilhas Virgens Americanas. Advogada, nasceu no Brooklyn, em Nova York, em 1966, e tem raízes familiares nas Ilhas Virgens. Desde 2015, representava o território na Câmara dos Representantes, em Washington. Ganhou destaque nacional em 2021, como integrante da equipe que conduziu o segundo processo de impeachment de Donald Trump. Eleita com 62,8% dos votos, será a primeira mulher a governar o território desde que seus habitantes passaram a escolher diretamente o governador, em 1970. Entre os desafios estão problemas de infraestrutura, abastecimento de água e energia, saúde, moradia e recuperação econômica após furacões.

Primeiro senador abertamente gay. Chris Pappas, senador por New Hampshire, tem 46 anos e construiu sua carreira política no estado, onde trabalhou no restaurante da família, foi deputado estadual, tesoureiro do condado e integrante do conselho executivo estadual. Eleito para a Câmara federal em 2018, derrotou o republicano John Sununu na disputa pelo Senado. A vitória é histórica para a representação LGBTQIA+ e também tem impacto partidário: manteve a cadeira democrata deixada por Jeanne Shaheen e ajudou os democratas a retomar o controle do Senado. Apesar de o estado tradicionalmente votar nos democratas para presidente, os republicanos seguem fortes na política local.

Tags: eleições dos EUA, diversidade, Deb Haaland, Abdul El-Sayed, Keisha Lance Bottoms, Stacey Plaskett, Chris Pappas

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