
Apuração inicial das eleições de meio de mandato nos EUA aponta vantagem democrata no Congresso. (Foto: Instagram)
Os Estados Unidos começaram a apurar os votos das eleições de meio de mandato, que vão definir a nova composição da Câmara dos Representantes e de um terço do Senado. As primeiras urnas começaram a ser fechadas às 20h, no horário de Brasília.
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Confira abaixo a apuração dos votos:
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Até o momento, os dados indicam vantagem dos democratas nas disputas por cadeiras tanto no Senado quanto na Câmara.
No Senado, as projeções mostram, até agora, 51 cadeiras para os democratas e 40 para os republicanos, o que assegura a maioria. Na Câmara, que será renovada por completo, a vantagem democrata é de 174 a 105.
Nos governos estaduais, até o momento, há 22 democratas e 14 republicanos.
Os primeiros resultados começaram a ser divulgados na noite desta terça-feira (3/11), mas a apuração pode levar dias. Nas midterms de 2022 e de 2024, o controle da Câmara só foi definido depois de oito dias de contagem.
FECHAMENTO DAS URNAS NOS EUA, NO HORÁRIO DE BRASÍLIA:
- 20h desta terça-feira: Indiana e Kentucky;
- 21h: Geórgia, Carolina do Sul, Vermont, Virgínia e maior parte da Flórida;
- 21h30: Carolina do Norte, Ohio e West Virginia;
- 22h: Alabama, Connecticut, Delaware, Distrito de Columbia, Illinois, Kansas (maior parte), Maine, Maryland, Massachusetts, Michigan (maior parte), Mississippi, Missouri, New Jersey, North Dakota (maior parte), Oklahoma, Pennsylvania, Rhode Island, South Dakota (maior parte) e Tennessee;
- 22h30: Arkansas;
- 23h: Arizona, Colorado, Louisiana, Minnesota, Nebraska, New Mexico, New York, Wisconsin e Wyoming; além das partes restantes de North Dakota, South Dakota e Texas;
- 0h de quarta-feira: Idaho (maior parte), Montana, Nevada e Utah;
- 1h: California, Washington e Oregon;
- 2h: Havaí;
- 3h: Alasca.
A eleição ocorre em um período de forte desgaste para a administração do presidente republicano Donald Trump, cuja aprovação caiu em meio ao prolongamento da guerra contra o Irã e à alta do custo de vida.
No ciclo eleitoral de meio de mandato de 2026, estão em disputa 35 cadeiras no Senado, 36 cargos de governador e todas as 435 vagas na Câmara dos Representantes. Em todo o país, também serão votadas diversas propostas populares (ballot measures), sobre temas que vão da administração eleitoral ao acesso ao aborto.
Os democratas tentam recuperar o controle das duas Casas do Congresso. Para obter a maioria de 51 assentos no Senado, precisam conquistar quatro cadeiras e manter as que já ganharam. Na Câmara, devem alcançar pelo menos 218 vagas para retomar o comando.
FORMAÇÃO ATUAL DO SENADO E DA CÂMARA DOS EUA:
O QUE ESTÁ EM JOGO?
- As eleições de meio de mandato são realizadas a cada dois anos, entre as disputas presidenciais, e servem como avaliação do governo em exercício.
- Ao contrário das eleições presidenciais, não há candidato à Casa Branca na cédula.
- Mesmo assim, o resultado costuma demonstrar o grau de satisfação dos eleitores com os rumos do país.
- Serão renovadas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado.
- Os deputados têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores cumprem períodos de seis anos.
- Atualmente, os republicanos ocupam 218 cadeiras na Câmara, ante 214 dos democratas.
- Para voltar a controlar a Casa, a oposição precisa conquistar quatro assentos a mais.
- No Senado, os republicanos têm 53 das 100 vagas; democratas e independentes alinhados ao partido somam 47.
- Para alcançar a maioria, os democratas precisam chegar a 51 cadeiras.
- O resultado é importante pelas atribuições do Congresso, que elabora e aprova leis federais e fiscaliza o Poder Executivo.
- Uma mudança na composição parlamentar pode dificultar a aprovação de projetos prioritários da Casa Branca e modificar o equilíbrio de forças em Washington.
TRUMP FAZ ÚLTIMO APELO POR VOTOS REPUBLICANOS
Na véspera da votação, Trump intensificou a mobilização dos eleitores na tentativa de manter a maioria republicana no Congresso. Em discurso de cerca de 50 minutos no espelho-d’água do Lincoln Memorial, em Washington, na segunda-feira (2/11), o presidente chamou o pleito de o mais importante de suas vidas e voltou a criticar os democratas.
“O Partido Democrata indicou a lista de candidatos mais extremista e perigosa da história americana”, declarou.
O republicano também acusou os adversários de defender fronteiras abertas, aumento de impostos, restrições ao porte de armas e políticas que, segundo ele, elevariam os custos de energia e ampliariam a imigração.
Ao defender sua gestão, Trump disse que os Estados Unidos vivem uma “era de ouro” e ressaltou o desempenho econômico de sua administração. O presidente também pediu aos apoiadores que votem como se ele próprio estivesse concorrendo.
O pronunciamento ocorreu em meio à insatisfação de parte do eleitorado com o custo de vida. Estrategistas republicanos também demonstraram preocupação com o espaço dedicado por Trump a projetos de reforma e construção de monumentos e estruturas em Washington, enquanto os americanos enfrentam dificuldades econômicas.
O QUE UMA DERROTA PODE SIGNIFICAR PARA TRUMP?
Uma eventual vitória democrata em pelo menos uma das Casas do Congresso mudaria de forma significativa a relação entre o Legislativo e a Casa Branca.
Se assumir o controle da Câmara, a oposição passará a comandar as comissões parlamentares e poderá convocar integrantes do governo, pedir documentos e abrir investigações sobre a administração republicana.
O governo também poderá ser alvo de questionamentos sobre contratos, conflitos de interesse e medidas implementadas por decretos presidenciais.
A possibilidade de um novo processo de impeachment também pode ganhar força entre os democratas. Cabe à Câmara dos Representantes apresentar acusações contra o presidente, enquanto o Senado conduz o julgamento político. Uma eventual condenação, porém, depende do apoio de dois terços dos senadores.
No Senado, uma mudança na maioria permitiria à oposição dificultar a confirmação de nomeações presidenciais para cargos de alto escalão, embaixadas e tribunais federais, incluindo eventuais vagas na Suprema Corte.
Trump ainda poderia usar ordens executivas para implementar parte de sua agenda, mas enfrentaria mais resistência institucional e obstáculos para transformar suas propostas em leis.
O resultado também deve influenciar as articulações para a eleição presidencial de 2028, da qual Trump não poderá participar por já ter exercido dois mandatos.
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