
PT manifesta apoio à deputada eleita Ana Elisa após ela relatar ameaças de estupro e morte, além de ataques racistas. (Foto: Instagram)
Belo Horizonte — O Partido dos Trabalhadores (PT) publicou uma nota em apoio à deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa (PT), de 21 anos, depois que ela relatou ameaças de estupro e morte, além de ataques racistas. A manifestação foi divulgada nas redes sociais do partido.
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Na nota, a legenda condenou os ataques contra a jovem e ressaltou que divergências políticas não são justificativa para violência nem intimidação.
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“O Partido dos Trabalhadores manifesta solidariedade à deputada eleita Ana Elisa e repudia os ataques criminosos, racistas e misóginos dirigidos a ela. Nenhuma divergência justifica a violência, a intimidação ou o desrespeito à dignidade de qualquer pessoa”, afirmou.
O partido também pediu medidas para proteger a parlamentar. “Defendemos que os ataques sejam apurados e que sejam adotadas as medidas necessárias para garantir sua segurança e integridade”, acrescentou.
ANA ELISA EXPÔS AMEAÇAS DE ESTUPRO E MORTE
A manifestação do PT foi publicada depois que Ana Elisa divulgou um vídeo em resposta às críticas à escolta policial que passou a acompanhá-la por causa das ameaças recebidas.
Na gravação, a deputada eleita leu trechos de um e-mail enviado por um homem que se identifica como Pedro. O conteúdo traz insultos racistas e ameaças explícitas de violência sexual e assassinato. O autor diz ainda saber onde a jovem mora.
“Esse é o e-mail mais leve que eu recebo”, declarou Ana Elisa ao mostrar a mensagem.
A parlamentar disse que vive com medo e que perdeu parte da liberdade desde que venceu as eleições. De acordo com ela, a presença de policiais e câmeras de segurança em sua residência é necessária diante das ameaças.
“Eu não gostaria de estar com polícia agora. Eu não gostaria de estar com escolta agora. Eu não gostaria que a minha casa estivesse cercada de câmera”, desabafou.
Em setembro, durante a campanha eleitoral, Ana Elisa já havia denunciado ameaças racistas e de violência sexual. Na época, o caso foi registrado para investigação.
Tags: Minas Gerais, Violência Contra a Mulher


