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Aos 89 anos, idoso que cresceu na roça realiza sonho de se formar em História: “Não desistam”

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O escritor Carmelindo Freitas, de 89 anos, morador da Costa da Miraguaia, no Rio Grande do Sul, realizou um sonho guardado por toda a vida e se formou em História. Crescido na roça e acostumado a uma rotina de trabalho árduo, ele contou que sempre desejou estudar, mas as condições e os obstáculos da juventude adiaram a conquista.

“Quando eu dizia que ia fazer faculdade, alguns me apoiavam, outros perguntavam o que eu queria com isso”, relatou.

Com o apoio da família e dos professores, Carmelindo resistiu às dificuldades e celebrou a conclusão do curso. “Vou fazer 90 anos agora em março e fico muito grato pelas pessoas que me apoiaram para chegar até aqui”, afirmou.

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Natural da própria Costa da Miraguaia, ele lembrou que o acesso à educação era limitado quando era criança. O primeiro sonho era seguir carreira militar, mas a falta de recursos o levou a outro caminho. “Voltei a cabeça pro estudo”, disse.

Depois de anos trabalhando na roça, ingressou no Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), onde voltou a estudar. Mais tarde, participou de turmas no Museu Caldas Júnior, sob a orientação de educadoras que marcaram sua trajetória, como a professora Paulinha Reinaldo. “Ela me abriu um leque de conhecimento”, contou em entrevista à Rádio Itapui.

O incentivo continuou com a professora Josélia, que o ajudou a escrever o primeiro livro. Carmelindo reconhece a importância da educadora na vida dele: “Ela foi essencial na minha formação como escritor”.

Durante a pandemia, mesmo com as aulas suspensas, manteve a rotina de leitura e os estudos em casa. As provas eram realizadas no Colégio Santa Terezinha e, em algumas ocasiões, na residência do filho, em Gravataí, com a ajuda da nora, que atuava como tutora.

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Ao receber o diploma, definiu o momento como a “realização plena de um desejo guardado por décadas”.

Mesmo enfrentando problemas de saúde, o escritor afirma que não pretende parar. Ele já trabalha em um novo livro e continua observando o cotidiano para transformá-lo em histórias. “Eu escrevo sobre as pessoas, sobre o talento que cada uma tem, mesmo as mais simples”, explicou.

Em uma mensagem de incentivo, Carmelindo deixou um recado para quem enfrenta dificuldades para estudar: “A todas as pessoas, idosas, adultos e crianças, estudem. Não desistam diante de qualquer obstáculo. O Brasil será um país grandioso se as pessoas estudarem”.

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