
Gizele Barbosa segura carinhosamente o pequeno Vinícius nos primeiros dias de vida na UTI Neonatal. (Foto: Instagram)
Gizele Barbosa revive com emoção os primeiros dias de vida do filho Vinícius, nascido prematuramente há oito anos. Com apenas 31 semanas de gestação, o bebê chegou ao mundo pequeno, frágil e com dificuldades respiratórias, sendo imediatamente internado na UTI Neonatal, onde permaneceu por 62 dias.
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Durante os primeiros 50 dias, o estado de saúde de Vinícius era considerado grave. A mãe relata que ele sangrava muito e não conseguia respirar sem ajuda. Em um momento de desespero, ela fez uma oração, entregando a vida do filho a Deus, pedindo que ele não sofresse mais.
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Com o tempo, sinais de melhora começaram a aparecer. Pequenos gestos, como poder tocar o filho ou abrir a portinhola da incubadora, tornaram-se conquistas significativas. Gizele destaca o papel essencial da equipe médica da UTIN, especialmente da neonatologista Sandra Lins, que liderou os cuidados no Hospital Santa Lúcia, em Brasília.
Sandra ressalta que cada bebê prematuro exige atenção personalizada e contínua, e que o trabalho conjunto da equipe aumenta consideravelmente as chances de recuperação e desenvolvimento saudável. Hoje, Vinícius é uma criança ativa e cheia de energia, representando a força da assistência especializada.
O Brasil registra entre 300 mil e 340 mil nascimentos prematuros por ano, segundo o Ministério da Saúde. A neonatologista Gislayne Souza de Nieto explica que um pré-natal adequado e o parto em hospitais preparados são fundamentais para a sobrevivência e bem-estar dos prematuros.
Intervenções como reanimação adequada, uso precoce de leite materno e o Método Canguru são estratégias que favorecem a recuperação. Tecnologias como CPAP neonatal também reduzem danos pulmonares. Após a alta, o acompanhamento multidisciplinar é crucial para garantir o desenvolvimento pleno da criança.
A OMS alerta que prematuros têm até sete vezes mais risco de internação no primeiro ano. No entanto, histórias como a de Vinícius demonstram que, com apoio especializado e dedicação familiar, esses bebês podem crescer saudáveis e felizes. Para Gizele, ver o filho brincar hoje é a maior prova de que a luta valeu a pena.

