A crença de que o cabelo sofre mudanças radicais a cada sete anos é amplamente difundida em rodas de conversa, salões de beleza e nas redes sociais. Muitas pessoas usam essa ideia para justificar transformações nos fios ao longo da vida, como alterações na textura, volume, oleosidade ou brilho natural.
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No entanto, a ciência não sustenta a existência de um ciclo biológico exato de sete anos para os cabelos. Ainda assim, especialistas reconhecem que os fios realmente passam por mudanças, motivadas por fatores diversos, como genética, saúde e hormônios.
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Segundo a dermatologista Mariana Scribel, especializada em tricologia médica, cada fio de cabelo segue um ciclo natural composto por quatro fases: crescimento (anágena), transição (catágena), repouso (telógena) e queda. A fase anágena, responsável pelo crescimento contínuo dos fios, é a mais longa e pode durar de dois a sete anos, dependendo de características individuais.
Essas variações explicam por que algumas pessoas percebem mudanças na aparência dos cabelos com o passar do tempo, sem que isso esteja ligado a um período fixo. Fatores hormonais, envelhecimento e até o uso de produtos ou ferramentas inadequadas podem influenciar diretamente a estrutura e a saúde capilar.
Além disso, o tipo de cabelo também interfere em como essas transformações se manifestam. Cabelos cacheados, por exemplo, possuem formato em espiral que dificulta a distribuição da oleosidade natural da raiz até as pontas, tornando-os mais suscetíveis ao ressecamento.
As curvaturas dos fios também variam: os cachos vão do tipo 3A ao 3C, enquanto os crespos se classificam entre 4A e 4C. Cada tipo exige cuidados específicos, como hidratação profunda e nutrição frequente.
Portanto, embora o mito dos sete anos seja popular, as mudanças no cabelo são reais, mas ocorrem de forma mais complexa e individualizada do que o senso comum sugere.


