
Redes sociais em excesso elevam desatenção infantil, aponta estudo (Foto: Instagram)
Pesquisadores acompanharam 8.324 crianças dos 9 aos 13 anos, dividindo seu tempo de mídia entre TV/YouTube, videogames e redes sociais. Um estudo publicado em Pediatrics Open Science mostrou que o uso acima da média de redes sociais levou a um aumento de sintomas de desatenção, algo não observado entre quem consumia principalmente TV ou jogos eletrônicos.
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A média diária de redes sociais passou de 30 minutos aos 9 anos para 2,5 horas aos 13 anos, contrariando diretrizes que recomendam manter plataformas fora do alcance de menores de 13 anos. Os autores defendem verificação de idade mais rigorosa, diretrizes claras e reforço de políticas públicas para limitar o acesso precoce.
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Segundo o professor Torkel Klingberg, do Karolinska Institutet, as redes sociais oferecem distrações constantes por meio de notificações e mensagens, prejudicando a concentração por gerar ansiedade de checar atualizações.
Surpreendentemente, o estudo também encontrou que o tempo dedicado a TV e videogames se associou à redução de sintomas de hiperatividade e impulsividade. Videogames exigem atenção sustentada e, em estudos anteriores, mostraram melhorar funções cognitivas.
O próximo passo dos pesquisadores é acompanhar as mesmas crianças depois dos 14 anos para verificar se os sintomas relacionados ao ADHD persistem. O primeiro autor, Samson Nivins, afirma que esses achados podem orientar pais e formuladores a definirem padrões de consumo digital que favoreçam o desenvolvimento cognitivo infantil.

