
Laetitia Brodard-Sitre em Crans-Montana exibe apelo por informações do filho desaparecido (Foto: Instagram)
Perto da meia-noite do Dia de Ano Novo, o adolescente de 16 anos Arthur Brodard enviou uma mensagem à mãe dizendo “Feliz Ano Novo, mãe, eu te amo” e ela não teve mais notícias dele. Posteriormente, ela descobriu que o filho morreu no trágico incêndio que vitimou outras 39 pessoas no bar Le Constellation, em Crans-Montana, na Suíça.
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Arthur não foi localizado após participar das comemorações no bar e a mãe, Laetitia Brodard-Sitre, manteve a esperança de que ele pudesse estar entre os feridos não identificados até a noite de 2 de janeiro, de acordo com a Associated Press.
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No dia seguinte, Laetitia recebeu a confirmação de que Arthur estava entre os mortos, encerrando sua busca angustiante.
Em um vídeo compartilhado no Facebook e traduzido pelo AP, a mãe emocionada disse: “Nosso Arthur agora partiu para festejar no paraíso” e completou: “Podemos começar nosso luto, sabendo que ele está em paz e em luz.”
O incêndio matou 40 pessoas e deixou 119 feridos. Devido à gravidade das queimaduras, as autoridades suíças só conseguiram identificar todas as vítimas fatais até a noite de 4 de janeiro, com ajuda de amostras de DNA fornecidas pelos familiares.
Antes da confirmação, Laetitia concedeu entrevistas expressando o desejo de encontrar seu filho, vivo ou não. Na sexta-feira à noite, declarou à imprensa que “o corpo do meu filho está em algum lugar” e que queria “estar ao lado dele, seja na UTI ou no necrotério.”
Em seguida, ela desabafou à emissora BFM TV sobre o cansaço e a revolta dos pais diante da incerteza. Após confirmar a morte de Arthur, comunicou em outra publicação no Facebook que não daria mais entrevistas, pois já sabe o destino do filho.
Laetitia também relatou que Arthur reservou uma mesa no bar para comemorar seu aniversário de 17 anos antes de seguirem para a festa de Réveillon. As investigações apontam que fogos de artifício de mão colocados em garrafas de vinho teriam atingido o teto e iniciado o fogo, e dois gerentes do local são suspeitos de homicídio e lesão culposos, além de provocar incêndio involuntariamente.

