
Rotina nórdica: bebê cochila ao ar livre em carrinho na neve (Foto: Instagram)
Quando Dammylene Natnat publicou em seu TikTok vídeos de seu filho caindo no sono em um carrinho, na neve, não esperava reação intensa. Em poucos dias, as imagens curtas — de apenas cinco a sete segundos — viralizaram e atraíram comentários de pessoas de fora da Escandinávia, surpresas com a ideia de deixar a criança dormir tanto ao ar livre.
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Nascida nas Filipinas, Dammylene se mudou para a Suécia aos 15 anos. Fez carreira inicial como professora de Educação Infantil e hoje estuda para se tornar técnica de operações. Ela e o parceiro são pais de Colin, prestes a completar dois anos. Para quem cresceu em solo sueco, no entanto, deixar o bebê dormir ao ar livre não tem nada de extraordinário: “Na minha cidade, é prática diária. Até as creches deixam as crianças cochilarem em carrinhos no pátio”, afirma Natnat.
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Especialistas de saúde na Suécia e em outros países nórdicos recomendam o método pela qualidade do sono. Pesquisas locais indicam que o ar frio e limpo prolonga o repouso profundo e fortalece o sistema imunológico, ajudando também crianças a se adaptarem a temperaturas baixas. Ainda segundo Natnat, o baixo índice de criminalidade e a cultura de confiança mútua tornam os riscos praticamente nulos: “Deixamos o carrinho bem na entrada de casa e sabemos que vizinhos olham por nós.”
Colin dorme fora desde os três meses de vida; enquanto bebê, fazia dois cochilos diários de até duas horas. Hoje, aos quase dois anos, ele descansa cerca de uma hora ao sol da tarde. A segurança é rigorosa: “Ele usa várias camadas de roupa, gorro e um saco de dormir especial para frio intenso. Temos um monitor com termômetro integrado para checar temperatura e som pelo celular”, explica.
A orientação surgiu em consulta pré-natal, quando a parteira alertou para evitar ficar abaixo de –10 °C. Natnat aprendeu a calcular direitinho o nível de frio e a vestir Colin adequadamente. Apesar disso, muitos internautas de outras regiões julgaram a cena como negligência e ameaçaram chamar serviços de proteção à criança. A mãe relata que leu críticas, mas também comentários de quem se encantou com a tradição nórdica: “Para mim, foi educativo descobrir outras visões sobre criar filhos.”
Após quase dois anos, o pequeno já se acostumou. “Ele dorme fácil, acorda bem-humorado e brinca sem reclamar. Meu objetivo não é convencer ninguém, mas mostrar que cada família tem seus hábitos. Esse funciona para nós e ajuda Colin a descansar melhor ao ar livre.”

