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Cientistas Encontram 7 Guepardos Mumificados que Podem Fornecer Insights Fundamentais para Esforços de Conservação: ‘Descoberta Serendipítica’

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Guepardos mumificados em cavernas da Arábia Saudita revelam segredos genéticos (Foto: Instagram)

Um grupo de pesquisadores anunciou a identificação de sete guepardos naturalmente mumificados em um sistema de cavernas na Arábia Saudita, uma constatação que promete contribuir para estudos de conservação da espécie. Os remanescentes foram localizados na rede de cavernas de Lauga, situada na região de Arar, no norte do país, e impressionaram os cientistas pela preservação espetacular dos tecidos e pelagens. Tal achado foi classificado pelos autores do estudo como uma “descoberta serendipítica” por ter ocorrido de forma inesperada durante pesquisas espeleológicas.

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O trabalho foi publicado em 15 de janeiro na revista Communications Earth and Environment e detalha como os especialistas remontaram o cenário que levou ao sepultamento natural dos corpos. As cavernas de Lauga oferecem um ambiente estável em temperatura e umidade, fatores que favorecem processos de mumificação espontânea. Além dos sete indivíduos mumificados, os cientistas também encontraram os restos esqueléticos de outros 54 guepardos, ampliando o panorama sobre a ocupação histórica desses felinos na Península Arábica.

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Para determinar a idade dos mortos, foi empregada a datação por radiocarbono, técnica que mede o decaimento do carbono-14 nos materiais orgânicos. Os resultados indicam que os restos mais antigos remontam a cerca de 4 000 anos, ao passo que os mais recentes foram depositados há aproximadamente 150 anos. Esse amplo intervalo histórico permite perceber mudanças na distribuição e no status populacional dos guepardos ao longo de milênios e aponta para períodos em que a espécie se adaptou a diferentes condições ambientais e pressões antrópicas.

O sequenciamento genômico revelou ainda que o exemplar mumificado mais jovem está geneticamente associado ao guepardo asiático (Acinonyx jubatus venaticus), enquanto os mais antigos se aproximam do perfil do guepardo do Noroeste Africano (Acinonyx jubatus hecki). Essa distinção entre subespécies informa quais populações eram nativas da região em tempos recentes e quais dominaram o território há milênios. Com base nesses dados, é possível mapear trajetórias migratórias e identificar linhagens locais que poderiam ser prioritárias em projetos de reintrodução.

Atualmente, os guepardos ocupam apenas cerca de 10% de sua antiga extensão geográfica, distribuindo-se principalmente na África meridional e oriental, com uma pequena população crítica no Irã. Estima-se que restem cerca de 6 500 indivíduos em liberdade, segundo a IUCN Red List, que classifica a espécie como “vulnerável”. A World Wildlife Fund também alerta para o declínio contínuo devido à perda de habitat, conflitos com atividades humanas e diminuição da variabilidade genética.

Os autores ressaltam que programas de reintrodução obtêm melhores resultados quando os animais selecionados são geneticamente e ecologicamente adequados ao ambiente receptor. Assim, os guepardos histórico-regionais identificados no estudo podem orientar conservacionistas na escolha de populações-fonte para reestabelecimento, evitando a introdução de subespécies que não suportariam as condições locais. Essa nova perspectiva reforça a importância de dados arqueogenômicos para guiarações atuais de manejo e recuperação de espécies ameaçadas.

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