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Mulher dá à luz bebê sem parentesco genético e processa Fertility Center of Orlando

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Pés de um recém-nascido ilustram caso de troca de embriões em clínica de fertilidade (Foto: Instagram)

Jane Doe entrou com uma ação judicial no Palm Beach County Circuit Court em 9 de janeiro contra o Fertility Center of Orlando após descobrir que o filho que ela deu à luz não tinha nenhuma relação genética com ela ou com seu marido, identificado como John Doe. De acordo com a petição obtida pela News 6 Orlando, o casal iniciou o tratamento de fertilização in vitro (FIV) na clínica em março de 2025 e acreditava estar implantando embriões formados pelo óvulo de Jane Doe e pelo espermatozoide de John Doe.

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Segundo os documentos, a criança nasceu no início de dezembro e apresentava características “incompatíveis com traços caucasianos” — enquanto o casal é descrito como caucasiano. Suspeitando de algum erro, eles recorreram a um teste genético que revelou não haver qualquer vínculo biológico entre o bebê, por eles apelidado de Baby Doe, e os dois pais que aguardavam.

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A ação também levanta a hipótese de que algum outro paciente do Fertility Center of Orlando tenha recebido, inadvertidamente, embriões de Jane Doe e John Doe — ou que alguém tenha levado embora partos gerados a partir dos embriões deles. Conforme reportou o site WFLA, os autores do processo exigem que a clínica tome medidas para notificar todos os pacientes que armazenaram embriões antes da data da implantação e realize testes genéticos gratuitos em quem já concebeu por meio daquele centro nos últimos cinco anos.

Antes de ajuizar o processo, o casal afirma ter contatado o Fertility Center of Orlando em 7 de janeiro para obter informações sobre os pais biológicos de Baby Doe, mas não obteve retorno. Na petição, Jane Doe e John Doe destacam o vínculo emocional intenso desenvolvido durante a gestação e dizem que, embora estejam dispostos a manter a guarda da criança, ela “deveria ser unida legal e moralmente” a seus verdadeiros pais genéticos — desde que esses estejam aptos e dispostos a cuidar dela.

Além de pedir explicações, os autores solicitam que a clínica informe pacientes sobre eventuais disparidades genéticas detectadas e compartilhe resultados de exames que identifiquem erros na identificação ou no armazenamento de embriões. Esse tipo de reivindicação busca responsabilizar a instituição por falhas no protocolo de rotulagem e manuseio das amostras, consideradas raras, mas com consequências graves para as famílias envolvidas.

Em nota ao WESH, o Fertility Center of Orlando afirmou: “Estamos cooperando com uma investigação para apoiar uma de nossas pacientes na identificação da origem do erro que resultou no nascimento de uma criança sem relação genética com ela. Múltiplas entidades participam do processo, e todas trabalham para descobrir quando e onde o equívoco ocorreu. Nossa prioridade continua sendo a transparência e o bem-estarde da paciente e da criança, e continuaremos auxiliando de todas as formas possíveis, independentemente do resultado da investigação.”

O uso de pseudônimos como Jane Doe e John Doe em processos judiciais é prática comum para proteger a privacidade das partes, sobretudo em casos que envolvem questões reprodutivas sensíveis. A fertilização in vitro reúne etapas complexas, como a coleta de óvulos, inseminação laboratorial, cultivo e armazenamento criogênico de embriões, exigindo rigorosos protocolos de segurança para evitar trocas acidentais. Erros como o relatado por Jane Doe são raríssimos, mas suscitam debates sobre a necessidade de sistemas ainda mais robustos e mecanismos de auditoria dentro de clínicas de fertilidade.

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