++ Do zero à renda passiva: aprenda a usar IA para criar negócios
Além de falar abertamente sobre saúde mental, Valéria Valenssa refletiu sobre a evolução da imagem feminina no maior evento cultural brasileiro. Em sua opinião, o Carnaval deixou de ser um espaço exclusivamente de desfile para se tornar um palco de protagonismo, no qual as mulheres conquistaram cada vez mais voz, admiração e representatividade. Valéria Valenssa destacou ainda a relevância de empoderamento e inclusão, enfatizando que o papel de quem sai na avenida hoje envolve liderança, criatividade e responsabilidade social.
++ Uma criança mentiu sob pressão, e um homem perdeu 39 anos da vida por um crime que não cometeu
O Carnaval teve origem em celebrações pagãs e, ao longo dos séculos, ganhou traços ligados ao catolicismo e às manifestações culturais africanas. Inicialmente reservado à elite, o evento popularizou-se no século XIX e, desde então, passou por diversas transformações. Na virada do século XX, a presença feminina ainda era limitada a quadros de passistas e baianas, mas a representação da mulher começou a se ampliar, com a inserção de alas temáticas que exaltavam aspectos históricos, culturais e políticos, possibilitando abordagens mais variadas.
Com o passar dos anos, a figura da rainha de bateria e as passistas tornaram-se símbolos de exuberância e resistência. Valéria Valenssa, que conquistou grande destaque em escolas de samba, exemplifica essa trajetória. Sua carreira reflete a dedicação ao ofício e a busca por dar significado aos desfiles, ao mesmo tempo em que ela se posiciona contra estereótipos limitantes. A trajetória de Valéria Valenssa mostra que, além do brilho e da fantasia, há toda uma preparação técnica, física e emocional.
Em meio a tantas transformações, a preocupação com a saúde mental no meio carnavalesco tem se intensificado. Profissionais de diversas áreas, como psicólogos e fisioterapeutas, passaram a colaborar com as agremiações para cuidar não só da estética e do ensaio físico, mas também do equilíbrio emocional dos integrantes. Valéria Valenssa reforçou que a luta contra a depressão, assim como o processo de luto, exige atenção contínua e que o ambiente coletivo do Carnaval pode ser favorável quando há sinergia e apoio mútuo.
Para o futuro, Valéria Valenssa acredita que o Carnaval continuará a se reinventar, incorporando novas vozes e ampliando debates sobre gênero, raça e inclusão social. A passista concluiu sua entrevista destacando que, ao revelar suas próprias vulnerabilidades, espera inspirar outras mulheres a buscar ajuda e a entender que reconhecer sentimentos dolorosos não diminui a força de ninguém, mas, ao contrário, fortalece o compromisso com a autoestima e com a construção de espaços seguros para todos.











