
Mãe processa distrito escolar após escola descartar ponta de dedo da filha (Foto: Instagram)
Shameika Freeman ingressou com uma ação judicial contra o Beaufort County School District (BCSD) após acusar funcionários de Lady’s Island Middle School de terem descartado a ponta do dedo amputado de sua filha. Conforme o processo protocolado em 16 de janeiro, a mãe alega que um colaborador da instituição responsável não preservou o segmento do dedo, impedindo os médicos de reimplantá-lo durante a cirurgia de emergência.
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De acordo com a petição, o acidente ocorreu em 25 de janeiro de 2024, quando a estudante, já autorizada pela professora a ir ao banheiro, teve o dedo esmagado pela porta pesada da sala de aula. A ação detalha que outro aluno saiu da sala sem o devido passe, momento em que o portão fechou de forma violenta, provocando a lesão neste membro. A peça também afirma que os responsáveis não guardaram o fragmento do dedo, essencial para o procedimento de reanexação.
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Em termos médicos, o sucesso da reimplantação de uma ponta de dedo amputado depende diretamente da conservação adequada do fragmento e da agilidade no atendimento emergencial. As equipes cirúrgicas precisam receber a parte amputada em condições específicas — normalmente em embalagem estéril, refrigerada e transportada rapidamente ao hospital — para manter a viabilidade dos tecidos e possibilitar sua reconstrução. A falta desse cuidado torna quase inviável a recuperação plena da função tátil e motora do dedo.
Na ação, Shameika Freeman pede a realização de um julgamento com júri e pleiteia indenização de até R$ 1.500.000 em decorrência de “negligência, imprudência e omissão” atribuídas ao Beaufort County School District. O documento sustenta que a conduta dos empregados da Lady’s Island Middle School causou dor intensa, sofrimento emocional e despesas médicas significativas, incluindo hospitalização e múltiplas cirurgias.
O Beaufort County School District informou ao site WSAV estar “incapaz de comentar litígios pendentes”. PEOPLE também procurou o advogado de Shameika Freeman e porta-voz do BCSD para obter esclarecimentos, sem retorno até o momento.

