
Praia North Steyne em Manly, Austrália (Foto: Instagram)
Na última segunda-feira, 19 de janeiro, o músico e surfista Andre de Ruyter, de 27 anos, sofreu um grave ataque de tubarão em North Steyne Beach, na costa de Manly, Austrália. De acordo com a New South Wales Police, ele foi arrancado da prancha por um tubarão por volta das 18h20 (horário local) e sofreu ferimentos severos na perna direita. Membros do público rapidamente retiraram Andre de Ruyter da água e iniciaram os primeiros socorros antes da chegada do resgate.
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Socorristas do NSW Ambulance paramedics chegaram ao local e prestaram atendimento emergencial, controlando hemorragias, antes de levarem o surfista em estado crítico para o Royal North Shore Hospital. Segundo a equipe médica, a rápida aplicação de torniquete foi decisiva para estancar o sangramento. O incidente de Andre de Ruyter se soma a outros três ataques de tubarão que ocorreram na costa de New South Wales neste mês.
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Dois colegas surfistas, Ash e Eduardo, que estavam na água, relataram ao 9 News Australia que ouviram gritos de desespero antes de perceberem o que ocorria. “Ele gritou ‘tubarão! tubarão!’ e começou a pular, como se fosse uma piada de mau gosto”, contou Ash. “Mas quando ele berrou ‘não, não é brincadeira! Está me mordendo, está me matando!’, vimos o rastro de sangue e a cauda do tubarão na superfície.”
Tomados pelo pânico, Ash e Eduardo usaram suas pranchas como boias de resgate e, onda a onda, foram aproximando Andre de Ruyter da areia. “Eu disse para ele não olhar para baixo, só remar para o raso. Ele gritava ‘torniquete, torniquete!’. Começamos a gritar também para atrair atenção”, relembrou Eduardo. Mesmo ferido, o surfista manteve força para ajudar na remada final e segurou firme a prancha, perdendo muito sangue no processo.
Ao chegarem à praia, Sarah Lally, uma voluntária do Surf Life Saving on the Northern Beaches, já aguardava com a mochila de primeiros socorros. “Coloquei o torniquete oficial, ele estava inconsciente, com respiração fraca, então iniciei a RCP”, disse Sarah ao The Daily Telegraph. Foram realizadas cerca de dez ciclos de massagem cardíaca, seguidos pela análise do desfibrilador, que indicou “nenhum choque necessário”. Enquanto isso, Dr. Brian Burns, especialista em trauma do Royal North Shore Hospital, estava próximo e coordenou a reposição de sangue e fluidos para tornar a RCP eficaz.
Tracy Hare-Boyd, chefe de operações de plantão do Surf Life Saving on the Northern Beaches, afirmou que Andre de Ruyter havia “sangrado todo na água” e só sobreviveu graças ao trabalho conjunto dos surfistas, da voluntária e dos paramédicos. Na terça-feira, 20 de janeiro, as autoridades confirmaram que o surfista teve parte da perna direita amputada e segue em estado estável na UTI do Royal North Shore Hospital.
Em comunicado reproduzido pelo Manly Observer, a mãe de Andre de Ruyter afirmou: “Somos imensamente gratos aos primeiros socorros que salvaram nosso filho após o ataque na Manly Beach. Andre, nosso talentoso músico e amante do surfe, está em condição estável, graças à dedicação dos profissionais de saúde. Pedimos orações por sua recuperação e daremos mais detalhes quando ele estiver pronto.”

