A morte do cachorro comunitário conhecido como Orelha, em Santa Catarina, ganhou repercussão internacional e provocou indignação nas redes sociais. Norte-americanos passaram a exigir medidas severas contra os responsáveis, além do pedido de expulsão dos adolescentes do território americano onde alguns deles estariam em viagem programada antes dos fatos.
O caso teve origem em meados de janeiro de 2026, quando Orelha, um cão comunitário estimado em cerca de 10 anos, foi encontrado gravemente ferido por agressões atribuídas a um grupo de quatro adolescentes na Praia Brava. Diante da gravidade dos ferimentos, o animal precisou ser submetido à eutanásia veterinária, o que indignou moradores e protetores de animais.
A Polícia Civil de Santa Catarina instaurou investigação por crime de maus-tratos a animais, cumprindo mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos, incluindo apreensão de celulares e notebooks para perícia. Além disso, as autoridades apuram possível coação a testemunhas por parte de adultos ligados ao grupo investigado.
A repercussão transcendeu as fronteiras brasileiras. Nas redes sociais e em grupos de defesa animal nos Estados Unidos e em outros países, internautas e ativistas passaram a exigir sanções mais duras contra os adolescentes envolvidos na agressão, incluindo pedidos abertos para que, caso comprovados os atos, eles sejam impedidos de permanecer nos EUA ou percam vistos de entrada e permanência no país.
O caso também mobilizou protestos na própria Florianópolis, com moradores e organizações de proteção animal fazendo vigílias e manifestações em homenagem a Orelha, além de pressionar por punições rígidas e reforço de medidas de proteção a animais comunitários. Autoridades regionais, incluindo o governador, afirmaram que acompanham o caso de perto e atuarão dentro da legalidade para responsabilizar os envolvidos.

