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TikTok e Snap Inc. acertam acordo em processo que alega que redes sociais são viciantes

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TikTok e Snap fecham acordos em ação sobre vício digital (Foto: Instagram)

O TikTok e a Snap Inc. acertaram acordos no processo movido por K.G.M., representada pelos advogados Joseph VanZandt e Mark Lanier, que também envolve Meta e YouTube, conforme divulgado pelo New York Times, Los Angeles Times, NPR, ABC News, Reuters e PEOPLE.

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O acordo com o TikTok foi anunciado em 26 de janeiro. Segundo Joseph VanZandt e Mark Lanier, as partes chegaram a um entendimento cujos detalhes não foram revelados. Na mesma semana, a Snap Inc. – empresa por trás do Snapchat – também comunicou um acordo separadamente, encerrando sua participação sem levar o caso a julgamento.

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No processo contra Meta e YouTube, K.G.M., de 20 anos, alega que os algoritmos e recursos de engajamento causaram dependência, ansiedade, depressão e problemas de autoestima desde a infância. Conforme relatado pelo Los Angeles Times, o processo aponta que essas plataformas foram criadas para atrair públicos jovens, sem considerar os riscos de assédio sexual, bullying e incentivo a comportamentos autodestrutivos.

Em resposta às acusações, Meta e YouTube afirmaram às equipes da NPR e da ABC News que as alegações são “infundadas” e que suas comunidades são projetadas com medidas de segurança em mente. Fontes junto ao Reuters destacaram que o julgamento contra essas duas empresas começou em 27 de janeiro, com a seleção do júri.

Executivos de alto escalão foram convocados para depor no tribunal. Entre eles estão Mark Zuckerberg, chefe da Meta; Adam Mosseri, responsável pelo Instagram; e Neal Mohan, diretor-executivo do YouTube. A expectativa é que expliquem os mecanismos internos usados para recomendar vídeos, mensagens e conteúdos que mantêm os usuários engajados por longos períodos.

Especialistas em saúde mental e tecnologia observam que as redes sociais utilizam notificações, rolagem infinita e recompensas variáveis para criar sensação de “vício leve”, parecido com máquinas de jogos de azar. O caso é considerado uma ação pioneira ao lado de centenas de processos similares que estão sendo movidos nos Estados Unidos e na Europa.

Este “caso-teste” poderá estabelecer precedentes sobre a responsabilidade das companhias na proteção de menores contra efeitos nocivos do uso excessivo das plataformas. A cobertura aprofundada do New York Times e do PEOPLE acompanha cada etapa, destacando como decisões judiciais podem exigir mudanças de design e novos protocolos de segurança.

PEOPLE entrou em contato com o TikTok, Joseph VanZandt e Mark Lanier para comentar o andamento do acordo. Aguardam-se novos desdobramentos sobre eventuais mudanças na operação das redes sociais e no reforço de políticas de proteção aos usuários.

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