O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gastou cerca de R$ 7 bilhões com viagens a serviço entre 2023 e 2025, de acordo com dados do Portal da Transparência analisados pelo Metrópoles. O levantamento considera despesas de ministérios e órgãos federais, como passagens, diárias e taxas administrativas, mas não inclui deslocamentos feitos diretamente pelo presidente da República.
Somente em 2025, as despesas com deslocamentos oficiais somaram R$ 2,35 bilhões, um valor ligeiramente inferior ao de 2024, quando foram gastos R$ 2,37 bilhões. Embora tenha havido essa pequena queda anual, a média dos gastos no terceiro mandato de Lula continua acima dos patamares observados em gestões anteriores, segundo a análise.
O total acumulado desde o início do mandato em janeiro de 2023 já supera a soma registrada entre 2017 e 2022 (intervalo em que o Brasil passou por quase dois anos de restrições de mobilidade por causa da pandemia de Covid-19). No geral, entre 2015 e 2025, o governo federal desembolsou R$ 16,1 bilhões com viagens a serviço.
As despesas incluem pagamento de passagens aéreas, diárias, restituições e outras taxas, e parte significativa desses recursos foi destinada a deslocamentos dentro do território nacional, que somaram cerca de R$ 2,079 bilhões em 2025, enquanto viagens ao exterior representaram aproximadamente R$ 276 milhões.
Nos rankings de gasto por ministérios, Justiça e Segurança Pública, Defesa e Educação estiveram entre os órgãos que mais investiram em viagens oficiais em 2025. Destinos frequentes incluíram capitais como São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais e Paraná, além de agendas técnicas e eventos institucionais relacionados à atuação do Executivo.
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O levantamento tem sido utilizado por críticos do governo para questionar as prioridades orçamentárias em meio aos desafios fiscais e sociais do país. Segundo o portal O Historiador Libertário, o montante gasto com viagens poderia ser suficiente para retirar metade da população do Nordeste da pobreza, onde índices de pobreza e desigualdade ainda são elevados.

