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Terry Hart quase sofreu desastre no Challenger um dia antes da explosão que matou seus amigos

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Ônibus espacial Challenger se desintegra durante o lançamento em 28 de janeiro de 1986. (Foto: Instagram)

Terry Hart recorda ter recebido ligações de Dick Scobee e Mike Smith — comandante e piloto do Challenger — apenas um dia antes da tragédia de 28 de janeiro de 1986, quando o ônibus espacial se desintegrou no ar. Na ocasião, Hart, que havia voado no mesmo Challenger cerca de 20 meses antes, enfrentava tratamentos contra câncer e foi surpreendido pela cortesia dos dois colegas. Na conversa, ele desejou sucesso na missão e ouviu as palavras animadoras de Scobee e Smith, sem imaginar que também conversaria com Christa McAuliffe, primeira professora escolhida para o programa espacial, antes de sua morte naquele desastre.

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Hart não chegou a assistir à decolagem ao vivo. Ele conta que sua secretária entrou abruptamente no escritório da Bell Laboratories, onde ele trabalhava, e informou que algo havia dado errado: o país inteiro, diz ele, “parou por alguns dias” diante da notícia de que os sete integrantes da tripulação — entre eles Scobee, Smith e McAuliffe — haviam perdido a vida.

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Hoje professor e diretor-fundador do programa de mestrado em engenharia aeroespacial da Lehigh University, Hart reflete sobre os erros que levaram ao colapso do Challenger. Ele destaca que a causa oficial foi a falha nos anéis de vedação (“o-rings”) dos propulsores auxiliares, agravada pelo frio extremo em Cabo Canaveral, mas lembra que a raiz do problema foi a falha na comunicação interna da NASA. Mesmo após as lições dolorosas do Challenger, o voo Columbia em 2003 mostrou que ainda era preciso reforçar a cultura de segurança, aprimorar processos de gestão e garantir que informações críticas cheguem a todos os níveis do programa espacial.

Em abril de 1984, durante sua própria missão a bordo do Challenger, Hart afirma que um dos dois conjuntos de o-rings falhou em razão de uma manhã fria, mas o segundo grupo de selos suportou o estresse térmico e impediu uma catástrofe maior. Em janeiro de 1986, acrescenta ele, a temperatura baixa voltou a comprometer as vedações, mas desta vez não houve um “segundo seguro”. Essa descoberta só veio à tona na investigação do incidente, deixando claro que o controle de qualidade sobre os componentes críticos carecia de protocolos mais rígidos.

Logo após retornar ao serviço ativo na Guarda Aérea de Nova Jersey, Hart se viu entre os poucos colegas sobreviventes de vários acidentes de voo. Ele conta que muitos pilotos com quem voou perderam a vida ao longo dos anos, mas confessa que sentiu “culpa de sobrevivente” especialmente após o desastre do Challenger: “A gente fez tudo certo, mas eles não estão aqui e eu estou”, diz o ex-astronauta.

Entre os sete ocupantes do Challenger estavam profissionais apoiados em extenso treinamento e espírito de missão, como Scobee, Smith e Christa McAuliffe — cujo sonho era levar o ensino para o espaço. Hart enfatiza que lembrar desses “bons seres humanos” é fundamental para que suas histórias inspirem gerações futuras.

Por fim, ele defende que o maior legado dos astronautas falecidos está na motivação que despertam nos estudantes. “É por isso que eu ensino”, conclui Hart. “Quero ser um modelo para quem sonha em explorar o espaço ou construir aviões, mantendo vivo o compromisso de aprender com desafios passados.”

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