
Casal Winkler usa ChatGPT para nomear primeiro bebê de 2026 em Carroll County (Foto: Instagram)
Sarah e Stephen Winkler recorreram ao ChatGPT para definir o nome do primeiro filho e, de quebra, deram à luz um dos primeiros bebês de 2026 em Carroll County, Maryland, EUA. A ferramenta de inteligência artificial auxiliou o casal a gerar sugestões que combinassem com o sobrenome Winkler, até chegarem à combinação que adotaram.
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No processo de escolha, Sarah e Stephen Winkler consultaram o ChatGPT em busca de opções de nomes masculinos que soassem bem antes de pedir um meio-nome apropriado. “Nós pedimos ao ChatGPT sugestões de nomes de menino que combinassem com Winkler. Quando ele sugeriu Hudson Winkler, perguntamos: ‘E qual seria um bom nome do meio?’ ”, explicaram à reportagem do The Baltimore Sun. O sistema indicou “Oakley” como melhor segundo nome, resultando em Hudson Oakley Winkler.
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Hudson Oakley Winkler nasceu pesando 6 libras e 9 onças — cerca de 3 kg e 0,2 kg — pouco antes das 4h20 do dia 1º de janeiro, na Carroll Hospital, unidade do sistema Lifebridge em Westminster. A chegada do bebê marcou o primeiro registro de nascimento do ano no condado de Carroll, momento tradicionalmente destacado por hospitais em várias regiões dos Estados Unidos. Sarah, que está casada há três anos com o esposo — oficial de polícia —, carregou ainda uma ligação especial com a maternidade: ela própria veio ao mundo pelos mesmos corredores.
“Minha mãe veio me visitar e disse: ‘Nasci bem nesse mesmo corredor’ ”, comemorou Sarah Winkler. Esse resgate de história familiar reforça a emoção de receber o filho em um local que já fazia parte da trajetória de sua mãe e agora se estende até a quarta geração. Em muitos hospitais americanos, é costume homenagear a família que teve o “primeiro bebê” do ano, promovendo um relato simbólico de renovação e continuidade.
Após o nascimento, o Carroll Hospital publicou em sua página oficial: “Um brinde à nossa próxima geração e às novas tradições familiares que acompanham cada vida que chega!” . A repercussão ganhou redes sociais e redes locais, reforçando como nomes de bebês se tornam parte de narrativas que envolvem comunidade, tecnologia e legado.
O caso dos Winkler não é isolado: em agosto de 2025, um casal colombiano batizou a filha de Chat Yipiti em homenagem ao ChatGPT, conforme noticiou a agência UPI. A escolha gerou debate nas redes, mas não surpreendeu especialistas, já que a Colômbia costuma permitir nomes inusitados inspirados em celebridades e referências culturais, como Brayan Spears e Maicol Yordan.
No Brasil e em grande parte do mundo, não há restrições específicas ao uso de inteligência artificial no processo de seleção de nomes — o que se limita são normas legais para impedir designações que exponham a criança a constrangimento ou ofensa. Na Colômbia, o Registro Civil pode vetar nomes que prejudiquem a dignidade do menor. “Oarcabouço jurídico estabelece que podem ser recusados nomes que resultem em combinações obscenas, que tenham intenção de ridicularizar ou que sejam tão extravagantes a ponto de expor a criança a tratamento discriminatório ou degradante”, explicou o advogado José Francisco Guerra.

