
Aurora Boreal pinta o céu com cortinas verdes sobre estrada e florestas nevadas (Foto: Instagram)
Prepare-se: a promessa de uma terceira exibição consecutiva das Northern Lights deve se concretizar hoje à noite. Os especialistas da NOAA afirmam que a atividade geomagnética ainda está elevada, oferecendo mais uma oportunidade para contemplar o espetáculo luminoso. Mesmo depois de semanas de registros intensos, quem não conseguiu ver o show celeste nas noites anteriores pode não querer desperdiçar esta nova chance.
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O fenômeno das Northern Lights, também conhecido como Aurora Borealis, ocorre quando partículas carregadas emitidas pelo Sol colidem com a atmosfera da Earth. Esse encontro gera cortinas de luz em tons verdes, rosas e roxos que se movem pelo céu. A visibilidade do fenômeno depende da intensidade da tempestade geomagnética, da localização do observador e da ausência de poluição luminosa.
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De acordo com o relatório divulgado pelo NOAA Space Weather Prediction Center, a oscilação entre condições “unsettled” e uma tempestade menor de nível G1 ainda está em curso. A previsão do UK Met Office também sinaliza picos esporádicos de intensidade, capazes de acender as auroras nos céus mais escuros das regiões polares e subpolares. Esses alertas são cruciais para quem monitora a atividade solar e pretende sair de casa em busca das Northern Lights.
Nas latitudes mais altas dos Estados Unidos, especialmente em estados como Alasca, Washington, Montana, North Dakota, Minnesota e Wisconsin, a chance de ver a Aurora Borealis é maior. Locais com céu limpo e longe de áreas urbanas aumentam as probabilidades de observar luzes que, mesmo durante tempestades menores, podem surgir de forma súbita. Fique atento às previsões em tempo real e aos mapas de visibilidade, que indicam a rota ideal para o fenômeno.
Para testemunhar as Northern Lights em toda a sua magnitude, afaste-se da poluição luminosa e escolha um ponto com visão desobstruída do horizonte norte. A paciência é essencial: permita que seus olhos se ajustem à escuridão por pelo menos 30 minutos. Durante tempestades de baixa intensidade, a aurora pode manifestar-se inicialmente como um brilho tênue ou um movimento sutil, para depois evoluir em cortinas de luz mais marcantes.
Não é preciso equipamento sofisticado para apreciar o espetáculo: a maioria dos smartphones oferece o modo “Night Mode” ou “Noite”, que capta as cores do céu com precisão surpreendente. Quem tiver câmera DSLR ou mirrorless pode obter resultados ainda melhores, usando tripé, ISO elevado e exposições longas. Ajuste o foco para o infinito, defina a abertura mais ampla possível e experimente tempos de captura entre 8 e 20 segundos, conforme a intensidade da tempestade geomagnética.
Observadores ao longo da história sempre se maravilharam com as auroras, tidas por povos antigos como sinais dos deuses ou da própria dança das estrelas. Hoje, a ciência explica essa interação entre o vento solar e a magnetosfera da Earth, mas o fascínio permanece inalterado. Aproveite a ocasião para reverenciar esse espetáculo e, quem sabe, registrar imagens que perpetuem a magia das Northern Lights por gerações.

