
Pyari, a tartaruga-cabeçuda, nada livre após recuperação no Loggerhead Marinelife Center (Foto: Instagram)
Uma tartaruga marinha da espécie cabeçuda, apelidada de Pyari, voltou a nadar livremente após passar três meses em tratamento no Loggerhead Marinelife Center, em Juno Beach, Flórida. Ela havia chegado ao centro com graves ferimentos frontais que sugeriam o ataque de um predador, possivelmente um tubarão, o que resultou na perda total da nadadeira esquerda. Dr. Heather Barron, veterinária e pesquisadora da mesma instituição, conduziu os cuidados e coordenou o retorno de Pyari ao ambiente marinho.
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De acordo com Dr. Heather Barron, as lesões de Pyari incluíam cortes profundos na nadadeira frontal direita e uma amputação “pela metade” do membro esquerdo, além de diversas lacerações no casco e nos tecidos mole. No vídeo compartilhado pelo Loggerhead Marinelife Center no Facebook, é possível ver a equipe veterinária limpando e tratando cada ferida, empregando soluções antissépticas e técnicas de sutura cuidadosamente selecionadas para evitar complicações. Esses procedimentos foram fundamentais para prevenir infecções graves que poderiam comprometer outras estruturas internas.
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Após a fase inicial de tratamento, foram realizados exames de imagem, como tomografias computadorizadas e radiografias, para garantir que todas as articulações remanescentes se encontrassem em perfeito estado e livres de processos inflamatórios internos. Em seguida, Pyari passou por uma aclimatação progressiva em tanques com água mantida a 27 °C, valor próximo à temperatura oceânica local. Após confirmar estabilidade clínica, Dr. Heather Barron autorizou a liberação. “Nossa experiência com tartarugas adultas de três nadadeiras até o momento é bastante animadora e indica que elas se adaptam bem ao ambiente natural após o retorno”, afirmou a pesquisadora.
O programa de monitoramento inclui um estudo pioneiro em cooperação com o Smithsonian Institute of Conservation Biology para acompanhar o comportamento de tartarugas com amputações. Pyari recebeu um transmissor por satélite avaliado em aproximadamente R$ 50.000,00, equipamento que envia dados sempre que o animal rompe a superfície da água. Essas informações registram deslocamento, profundidade e temperaturas encontradas, permitindo mapear suas rotas migratórias e avaliar áreas de alimentação e reprodução.
O Loggerhead Marinelife Center, fundado em 1983, é referência internacional no atendimento de quelônios marinhos, combinando ações de resgate, reabilitação e liberação ao mar com pesquisas científicas. A técnica de marcação por satélite tem sido usada há décadas para compreender ciclos de vida e adaptar estratégias de conservação. Comentários de especialistas apontam que cada dado colhido em campo contribui para reforçar políticas de proteção a essas populações ameaçadas.
Para Dr. Heather Barron, poder acompanhar o desempenho de espécimes que superaram traumas tão graves é gratificante. “É incrível vê-las retornarem ao grande azul e, ao mesmo tempo, obter informações em tempo real por satélite sobre como se comportam e quais rotas escolhem. Esses registros são essenciais para aprimorar nossos protocolos de reabilitação e garantir que mais tartarugas se recuperem e prosperem em seu habitat natural.”

