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Nicholas Vanderbilt desaparece ao escalar as Montanhas Rochosas canadenses; família não poupou gastos, mas destino foi trágico

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Monte Robson: o gigante que silenciou um herdeiro em 1984 (Foto: Instagram)

O imponente Monte Robson, de 3.954 metros de altitude, é reconhecido como uma das escaladas mais difíceis da América do Norte e já ceifou a vida de muitos alpinistas experientes. Em agosto de 1984, Nicholas Vanderbilt, herdeiro da tradicional família que alcançou enorme fortuna com o império de transportes de Commodore Cornelius Vanderbilt no século XIX, decidiu conquistar esse pico desafiador. Ao seu lado estava o amigo Francis Gledhill Jr., colega de Harvard que trabalhava como processador de dados na Universidade da Califórnia em Berkeley.

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Na primeira tentativa, seis anos antes, Nicholas Vanderbilt e Francis Gledhill Jr. desceram do monte ao enfrentar condições meteorológicas adversas. Em 21 de agosto de 1984, partiram às 5h30 equipados com material novo e clima promissor. Amigos conseguiram detectar as lanternas presas aos capacetes a cerca de 600 metros abaixo do cume, sinal de que o progresso estava sendo feito de forma promissora.

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Porém, no dia seguinte, fortes nevascas — com cerca de 15 centímetros de neve — e névoa densa tomaram a face oeste do monte, reduzindo drasticamente a visibilidade. Nicholas Vanderbilt e Francis Gledhill Jr. não retornaram ao acampamento no horário previsto. Imediatamente, a Polícia Montada do Canadá (Royal Canadian Mounted Police) organizou operação aérea de busca e salvamento. Paralelamente, o pai de Nicholas, o milionario proprietário de cavalos de corrida Alfred Vanderbilt, arcam com equipe de resgate privada, enquanto sua mãe, Jean Harvey, sobrevoava as encostas no helicóptero dos Mounties em busca de qualquer vestígio do filho.

Uma semana depois, o serviço oficial de buscas foi suspenso sem resultados, mas o diário de Nicholas Vanderbilt foi encontrado em um abrigo a 2.560 metros de altitude, contendo minucioso relato da expedição.

O caso ganhou enorme repercussão na imprensa da década de 1980, não apenas pelo sobrenome ilustre, mas pela personalidade singela de Nicholas Vanderbilt. Profundo católico, ele vivia só com a renda de um pequeno fundo, evitava bebidas alcoólicas e colaborava em um refeitório social em Austin, Texas. Seu melhor amigo, Tony Downer, enfatizou que “Vanderbilt era apenas mais um garoto, sem gostos extravagantes”, lembrando que o herdeiro sustentava-se com um modesto trust fund.

Além de aspirar a viver da escrita — chegou a redigir um roteiro intitulado Above the Dawn, com enredo sobre uma expedição na montanha em que um alpinista morre — foi no próprio diário descoberto em Robson que Nicholas Vanderbilt revelou seu anseio por deixar legado espiritual. Em suas últimas anotações, o jovem escreveu: “Deus é real, não em explicações, mas no mistério, no inatingível, na alegria das pessoas que o conhecem. Gostaria de ser sempre essa luz para os outros.”

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