
Aurora boreal em tons de verde e roxo iluminando o céu gelado sobre montanhas nevadas. (Foto: Instagram)
Nas últimas 24 horas, o Sol apresentou um surto de atividade intensa, com uma série de explosões solares rápidas, incluindo a erupção de classe X8.3 – a mais forte observada neste ano. Esse evento teve origem na Active Region 4366, um grupo de manchas solares que se desenvolveu rapidamente e se tornou um dos produtores mais ativos de erupções. Segundo o NOAA Space Weather Prediction Center, esses disparos de energia podem preparar o terreno para que as auroras boreais retornem já na quinta-feira, 5 de fevereiro.
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A aurora borealis, também conhecida como northern lights, ocorre quando partículas carregadas emitidas pelo Sol interagem com gases na alta atmosfera terrestre, gerando faixas luminosas coloridas no céu. A visibilidade desse fenômeno depende da intensidade das tempestades geomagnéticas e da localização do observador em relação aos polos magnéticos.
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De acordo com o site do NOAA Space Weather Prediction Center, a explosão X8.3 atingiu seu pico às 18h57 (horário do leste dos EUA) em 1º de fevereiro, emitindo jatos de radiação ultravioleta extrema e raios-X que agitaram a alta atmosfera terrestre. Essa grande explosão seguiu uma forte erupção de classe X1.0 ocorrida no mesmo dia e foi sucedida por outras surpresas solares no dia 2 de fevereiro, reforçando a instabilidade da Active Region 4366.
Além dos flashes de luz, essas erupções podem provocar ejeções de massa coronal (CMEs), nuvens enormes de partículas carregadas que, ao chegar à Terra, interagem com o campo magnético do planeta e potencializam as auroras. “Uma erupção complexa resultando possivelmente em três CMEs foi associada aos eventos X8.1 e X2.8”, informou o NOAA.
As previsões de modelos indicam que, se uma ou mais dessas CMEs seguirem em direção ao nosso planeta, a chegada próximo ao dia 5 de fevereiro poderá desencadear atividade geomagnética suficiente para colorir o céu noturno. No entanto, o horário exato e as regiões de visibilidade ainda são incertos, já que novas explosões de classe M ou X podem alterar as condições do espaço.
Para observar e registrar as auroras boreais, basta um smartphone em modo noturno apontado para o céu. Se você tiver uma câmera DSLR ou mirrorless, use um tripé e configure o modo manual, ajustando a abertura, o ISO e o tempo de exposição para capturar melhor as luzes — e não se esqueça de agasalhar-se bem!

