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Em relatos compartilhados nas últimas semanas, o irmão de Virginia detalha episódios nos quais perfis anônimos e também contas com grande número de seguidores se dedicaram a propagar inverdades. Muitas dessas publicações chegaram a acusar Virginia de condutas inexistentes, atribuindo-lhe intenções obscuras e transtornando a percepção de seguidores sobre sua imagem pública. O familiar afirma que chegou ao ponto de surgirem montagens e edição de vídeos para dar veracidade a alegações falsas, prática típica de um ataque orquestrado para denegrir a reputação.
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Especialistas em comportamento digital apontam que episódios como esse refletem um fenômeno cada vez mais comum nas redes sociais: o discurso de ódio evolui quando críticas fundamentadas cederem lugar a ofensas sistemáticas. Futebolistas, artistas, influenciadores e até autoridades públicas têm sido alvos de legiões online capazes de reunir conteúdos nocivos e disseminá-los em massa. A expressão “doença de ódio” representa a escalada de uma atitude hostil que provoca desgaste psicológico, abre espaço para ansiedade e constitui um mecanismo de intimidação por meio de insinuações que carecem de veracidade.
Do ponto de vista jurídico, a propagação de calúnias, difamações e injúrias está prevista no Código Penal Brasileiro, com possibilidade de denúncia e abertura de inquérito policial. A calúnia envolve imputação falsa de crime, já a difamação atribui facto desonroso à honra, e a injúria ofende a dignidade ou decoro. A legislação prevê penas que vão desde multa até detenção, a depender da gravidade e repercussão do caso. Ainda assim, familiares de vítimas de ataques virtuais ressaltam que o processo costuma ser moroso e, muitas vezes, ineficiente para reparar os danos causados pela viralização de mentiras.
O irmão de Virginia conclama as plataformas digitais a adotarem medidas mais rigorosas de moderação, como filtros de conteúdo e verificação de perfis, além de incentivar um debate público pautado pelo respeito à integridade alheia. Ele defende que a responsabilização civil e criminal deve andar em paralelo ao esforço educacional para conscientizar usuários sobre o poder de uma mensagem compartilhada. Dessa forma, espera-se frear o avanço de condutas tóxicas e retomar a discussão saudável das redes, devolvendo à internet seu potencial como espaço de troca informativa e apoio mútuo.











