
Blocos de rua ocupam escadaria do Theatro Municipal em manifestação festiva pela liberdade cultural no Carnaval de São Paulo. (Foto: Instagram)
A Prefeitura de São Paulo voltou atrás na decisão de empregar a Polícia Militar (PM) e a Guarda Civil Metropolitana (GCM) para impedir a realização de blocos de rua não autorizados durante o Carnaval. O prefeito Ricardo Nunes havia afirmado anteriormente que esses eventos seriam barrados por forças de segurança, classificando-os como “clandestinos”.
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No entanto, após reações negativas e questionamentos sobre a legalidade da medida, a administração municipal decidiu não adotar ações repressivas. A Secretaria Municipal de Cultura informou que não haverá repressão aos blocos que não se cadastraram oficialmente, desde que não causem transtornos à cidade.
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A prefeitura ressaltou que a prioridade será garantir a segurança e a mobilidade urbana, com foco em orientar a população e evitar conflitos. As forças policiais e a GCM estarão nas ruas para apoiar a operação oficial do Carnaval, mas não terão como missão impedir manifestações espontâneas.
Segundo especialistas, a realização de blocos sem autorização prévia não configura crime, e reprimir essas atividades poderia ferir o direito constitucional à livre manifestação cultural. A mudança de postura da prefeitura foi vista como um recuo diante da pressão pública.
Ricardo Nunes havia declarado que “bloco clandestino não desfila”, mas o discurso foi suavizado após reuniões com representantes da sociedade civil e do setor cultural. A nova diretriz reforça o compromisso com o diálogo e a liberdade cultural durante o período carnavalesco.
O Carnaval de rua em São Paulo tem crescido nos últimos anos, atraindo milhões de foliões. A expectativa é que a edição deste ano mantenha o alto número de participantes, mesmo com a polêmica em torno dos blocos não oficiais.

