
Figura política comenta julgamento histórico nos EUA durante evento público. (Foto: Instagram)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (30) que irá recorrer da decisão judicial que o considerou culpado em 34 acusações criminais relacionadas à falsificação de registros contábeis. Ele classificou o julgamento como “manipulado” e acusou o juiz e os promotores de atuarem com motivação política para prejudicá-lo nas eleições presidenciais deste ano.
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Durante uma coletiva de imprensa em Nova York, Trump afirmou que o processo foi “uma farsa desde o início” e que ele está sendo perseguido por adversários políticos. O presidente também criticou o juiz Juan Merchan, que conduziu o caso, dizendo que ele é “corrupto” e que deveria ter se declarado impedido de julgar.
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O julgamento, que durou cerca de seis semanas, foi o primeiro processo criminal enfrentado por um presidente dos Estados Unidos. Trump foi acusado de ter falsificado documentos para encobrir um pagamento feito à atriz Stormy Daniels, com o objetivo de evitar um escândalo durante a campanha de 2016.
Mesmo com a condenação, Trump mantém sua candidatura à reeleição e tem utilizado o caso em sua retórica de campanha, argumentando que está sendo vítima de uma perseguição política. Seus apoiadores também têm repetido essa narrativa, acusando o sistema judiciário de estar sendo usado como arma contra o presidente.
A sentença está marcada para o dia 11 de julho, quando o juiz poderá decidir por penas que vão desde multa até prisão. No entanto, especialistas afirmam que é improvável que Trump seja preso antes de esgotar todos os recursos legais disponíveis.
A equipe jurídica do presidente já anunciou que irá apelar da decisão, argumentando que houve erros processuais e parcialidade no julgamento. Trump também afirmou que levará o caso até a Suprema Corte, se necessário.
O caso teve grande repercussão política e jurídica, reacendendo debates sobre a imparcialidade do sistema judicial e os limites da atuação de um presidente em exercício.

