
Presidente do Irã Masoud Pezeshkian em pronunciamento sobre programa nuclear (Foto: Instagram)
O Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou nesta semana uma posição intransigente durante um pronunciamento transmitido pela emissora estatal. Em seu discurso, ele reafirmou o direito soberano do país de desenvolver suas atividades nucleares e alertou contra qualquer tentativa de intervenção externa. A fala de Masoud Pezeshkian ocorreu em meio a crescentes ameaças de ataques e ao longo impasse diplomático com o governo dos EUA.
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Durante o pronunciamento na televisão estatal, Masoud Pezeshkian ressaltou que o Irã não aceitará limitações unilaterais em seu programa nuclear. Ele enfatizou que as reações a possíveis medidas bélicas serão rápidas e proporcionais, e que qualquer ato de agressão representará violação do direito internacional. O tom firme do discurso procurou enviar uma mensagem clara tanto para o público interno quanto para autoridades estrangeiras.
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O cenário de impasse nuclear entre Irã e EUA remonta à assinatura do Plano de Ação Conjunto em 2015, que previa restrições ao enriquecimento de urânio em troca do alívio de sanções econômicas. A retirada dos EUA desse acordo em 2018 e a reimposição de embargos financeiros levaram Teerã a retomar parte de suas atividades no complexo de Natanz e em outras instalações. Desde então, o país expandiu gradualmente suas reservas de urânio pouco enriquecido, intensificando inspecções pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Este contexto reforça a decisão de Masoud Pezeshkian de adotar uma linha dura.
As ameaças de ataques contra o Irã emergem de uma série de tensões no Oriente Médio, onde incidentes como confrontos navais, derrubadas de drones e sanções econômicas têm se somado. Em ocasiões passadas, o Irã respondeu com disparos de mísseis contra alvos considerados inimigos na região, sempre alegando defesa nacional. A estratégia de reforçar a capacidade dissuasória nuclear e militar se apresenta, para Masoud Pezeshkian, como essencial para proteger a segurança do país diante de pressões externas.
A transmissão ao vivo pela emissora estatal reforça a importância que Masoud Pezeshkian atribui a esse posicionamento, sinalizando unidade entre Executivo, Legislativo e instituições de segurança. Em Teerã, analistas observam que a retórica firme busca também mobilizar apoio interno, numa conjuntura em que setores da sociedade enfrentam desafios econômicos e restrições comerciais. A manutenção de um discurso duro contra os EUA pode ter impacto direto nas negociações diplomáticas e na condução de futuras rodadas de diálogo sobre o programa nuclear.

