
Fotos do suposto líder do Cartel Jalisco Nova Geração cujo óbito desencadeou onda de violência no México (Foto: Instagram)
A morte do chefe do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) provocou uma série de episódios violentos em diferentes regiões do México, com confrontos armados e ataques a instalações de segurança pública. A paralisação momentânea na hierarquia do grupo criminoso parece ter desencadeado reações de facções internas em busca de controle territorial, resultando em uma escalada de agressões.
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Nas horas e dias seguintes ao anúncio do falecimento do líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), foram registrados bloqueios de rodovias, emboscadas contra patrulhas policiais e incêndios em veículos. Cidades nas proximidades de Jalisco, Michoacán e Guanajuato relataram toque de recolher e reforço de tropas federais diante do recrudescimento dos confrontos.
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O Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) surgiu como desdobramento de grupos integrados ao tráfico de drogas em Jalisco e se consolidou em poucos anos como uma das organizações mais influentes no país. Conhecido por sua expansão rápida e pela diversificação nas rotas de narcóticos, o CJNG investiu em estruturas de comando descentralizadas, o que dificulta a completa desarticulação após a perda de um líder.
No entanto, a ausência do principal comandante cria um vácuo de poder que pode fomentar disputas internas. Fontes de segurança pública indicam que, em muitos casos, células rivais tentam assumir áreas estratégicas para o envio de metanfetaminas e ópio aos Estados Unidos, ações que costumam ser marcadas por execuções sumárias e sequestros.
Em termos históricos, o México já adotou estratégias voltadas à “decapitação” de cartéis, removendo chefes como forma de enfraquecer o crime organizado. Apesar de registrar sucessos pontuais, essa tática frequentemente resulta em fragmentação das quadrilhas e em ciclo de violência prolongado, com novos grupos emergindo ou antigos aliados disputando a primazia no mercado ilegal.
As comunidades localizadas em rotas de contrabando acabam sendo as mais afetadas, sofrendo com ataques cruzados, determinação de tocaias e desalojamento forçado. Famílias relatam a interrupção de serviços públicos e escolas vazias, enquanto o medo impede o deslocamento entre cidades vizinhas. A crise humanitária tende a se agravar se as forças de segurança não conseguirem restabelecer rapidamente a ordem.
As autoridades federais e estatais reforçaram operações militares e policiais para conter os confrontos e proteger civis. A Polícia Federal, o Exército e a Guarda Nacional atuam em conjunto em pontos críticos, com bloqueios de estradas e patrulhas aéreas. A expectativa é que a atuação coordenada minimize a pressão dos remanescentes do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) até que uma nova liderança seja identificada ou desarticulada.


