
Volodymyr Zelensky em pronunciamento oficial no quarto aniversário da invasão russa. (Foto: Instagram)
Nesta terça-feira (24/2) completa-se o quarto aniversário da invasão da Rússia à Ucrânia. Em pronunciamento oficial, Zelensky destacou a resistência do povo ucraniano e sublinhou que, mesmo após quatro anos, “ele não quebrou os ucranianos”.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Em mensagem transmitida ao país e a líderes internacionais, Zelensky reafirmou que a determinação da Ucrânia permanece firme diante das ofensivas russas. Ele ressaltou que a unidade nacional e o apoio externo continuado têm sido cruciais para manter a integridade territorial ucraniana e impedir o avanço de Moscou.
++ Homem viveu mais de 40 anos isolado na selva sem saber da existência das mulheres
O conflito teve início em 24 de fevereiro de 2022, quando tropas russas cruzaram a fronteira em várias direções, atacando cidades-chave como Kharkiv, Mariupol e Kyiv. As autoridades de Moscou alegaram motivos de segurança nacional e a necessidade de “proteção de populações de língua russa” no leste ucraniano. Desde então, operações militares terrestres, aéreas e de artilharia transformaram áreas urbanas em zonas de combate, provocando destruição de infraestrutura e deslocamento de milhões de civis.
No plano internacional, a invasão levou a sanções econômicas severas contra a Rússia e a concessão de pacotes de ajuda militar e humanitária à Ucrânia. Países do G7, União Europeia e NATO têm fornecido sistemas de defesa antiaérea, tanques, drones e recursos financeiros. A diplomacia tentou mediar pausas no combate, mas até o momento não houve acordo de paz definitivo, e o território ucraniano permanece parcial e continuamente ameaçado por ataques pontuais.
Zelensky, que assumiu a presidência em 2019 após carreira como ator e comediante, tornou-se figura central na mobilização de fundos e na apelação por apoio global. Suas falas regulares nas redes sociais e em eventos internacionais visam manter o foco diplomático na causa ucraniana. Ao longo desses quatro anos, o líder enfatizou a importância de reformas internas, combate à corrupção e fortalecimento das forças de defesa para garantir que o país possa resistir a pressões externas.
No cenário atual, as linhas de frente permanecem relativamente estáticas, com combates intensos em regiões como Donetsk e Lugansk. A Rússia consolidou posições em territórios ocupados, enquanto a Ucrânia lança contra-ofensivas com o objetivo de recuperar áreas estratégicas. Especialistas apontam que o êxito futuro dependerá de fatores como o envio contínuo de armamentos ocidentais, a preparação de reservas militares ucranianas e a coesão política interna em Kiev.
Além das operações militares, o impacto humanitário segue grave. Milhões de ucranianos foram deslocados para dentro do país ou buscaram refúgio em estados vizinhos. A reconstrução de residências, escolas e hospitais destruídos exige investimentos bilionários e cooperação internacional. Zelensky tem insistido que o processo de recuperação deve caminhar junto com a restauração da soberania ucraniana sobre todo o seu território, como condição para que a nação possa retomar o crescimento econômico e social.


