
Avião da Lufthansa paralisado em meio à neve no aeroporto (Foto: Instagram)
Cancelamentos de voos decorrentes do acúmulo intenso de neve e de deficiências na infraestrutura deixaram diversos passageiros retidos dentro das aeronaves, conforme informou a administração do aeroporto. A ocorrência ocorreu durante um período de baixas temperaturas em que os sistemas de remoção de neve não deram conta do volume acumulado, comprometendo a segurança dos pousos e decolagens.
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Em comunicado oficial, a administração do aeroporto detalhou que a combinação de esperança de limpeza de pistas e previsão de novas precipitações forçou o cancelamento em série de partidas e chegadas. Passageiros que aguardavam embarque em aeronaves estacionadas foram notificados de que permaneceriam a bordo até que as condições voltassem ao nível de segurança exigido.
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Quando a neve se acumula em camadas sobre o asfalto das pistas, a aderência dos pneus das aeronaves diminui drasticamente. Isso impacta o coeficiente de atrito necessário para frenagem e rotações de decolagem, gerando risco de derrapagem. Além disso, as temperaturas próximas ou abaixo de zero fazem crescer o risco de formação de gelo nas superfícies metálicas e nas asas, exigindo procedimentos de de-icing antes de qualquer partida.
Outro efeito colateral importante é a sobrecarga nos equipamentos de pista, como limpadores de neve e sopradores de ar aquecido. A falta de veículos suficientes para varrer o branco em tempo hábil leva a atrasos acumulados, ampliando o tempo que cada avião permanece em solo. Sem um sistema de drenagem eficiente, a água resultante do derretimento também pode congelar rapidamente, criando pontos escorregadios que potencializam as paralisações.
Do ponto de vista da experiência dos passageiros, ficar horas a fio confinado dentro de cabines traz desconforto térmico e limitações de suporte, já que a tripulação tem recursos restritos para fornecer refeições, cobertores e atualizações de status. A comunicação entre equipes de solo, centros de controle de tráfego aéreo e comandantes de voo precisa ser constante para evitar desinformação e ansiedade, mas também depende de infraestrutura de telecomunicações e energia elétrica em boas condições.
Em cenários de inverno pesado, aeroportos em regiões de clima similar já adotaram tecnologias como aquecimento de pavimentos, sistemas automatizados de limpeza e drones para monitoramento remoto das pistas. Embora não tenham sido citados exemplos específicos na nota oficial, as melhores práticas recomendadas por normas de segurança apontam para a importância de equipamentos de grande porte, equipes de prontidão e protocolos de escalonamento que permitam retomar operações antes que atrasos se estendam por dias.
Até que novas melhorias sejam implantadas, a administração do aeroporto segue monitorando as condições meteorológicas e a situação das pistas em tempo real. Passageiros afetados pelos cancelamentos devem manter contato direto com as companhias aéreas responsáveis pelos bilhetes para obter informações sobre remarcações de voos e eventuais assistências, como hospedagem ou alimentação.


