
Borge Brende durante a reunião anual de Davos 2026 (Foto: Instagram)
Borge Brende, que organiza a cúpula anual de Davos, anunciou sua demissão do cargo após surgirem revelações sobre seus laços com o criminoso sexual Epstein. A decisão foi divulgada nesta terça-feira em um comunicado oficial do Fórum Econômico Mundial, responsável pela realização do encontro que reúne líderes políticos e empresariais de todo o mundo.
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A renúncia de Borge Brende marca o fim de uma trajetória recente à frente da gestão da conferência de Davos, sede de debates sobre economia global, mudanças climáticas e cooperação internacional. No documento, o Fórum Econômico Mundial enfatizou o compromisso com padrões éticos elevados e disse que apura internamente as circunstâncias exatas dos vínculos mencionados.
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Borge Brende é um político norueguês com ampla trajetória em cargos públicos. Ele foi ministro das Relações Exteriores da Noruega e também ocupou posições de destaque em organismos internacionais antes de assumir responsabilidades no Fórum Econômico Mundial. Sua saída ocorre após a divulgação de documentos e entrevistas que apontam contatos pessoais entre Brende e Epstein nos últimos anos.
A cúpula anual de Davos, realizada desde 1971, é considerada um dos eventos mais influentes do calendário global. Em média, a reunião atrai chefes de Estado, dirigentes de grandes corporações e representantes de organizações não governamentais para discutir temas que incluem finanças, tecnologia, saúde e meio ambiente. A atuação de Borge Brende era vista como fundamental para articular as agendas de governos e setores privados.
Epstein, cujo nome vem associando-se a múltiplas acusações de tráfico sexual e abuso de menores, foi condenado nos Estados Unidos em 2008 por exploração sexual e detido novamente em 2019 até sua morte. As ligações entre figuras públicas e o criminoso sexual geraram escândalos em diversos países, provocando investigações e afastamentos em diferentes instituições.
A reação ao anúncio de demissão de Borge Brende já começou a se espalhar entre autoridades e formadores de opinião. No comunicado, o Fórum Econômico Mundial destacou que irá promover uma revisão de seus processos de due diligence para evitar a repetição de casos semelhantes. Enquanto isso, o nome de Brende permanece no centro de debates sobre responsabilidade institucional e transparência em eventos internacionais de grande visibilidade.


