O Brasil passou a ser citado em discussões sobre o programa nuclear do Irã após publicações nas redes sociais relacionarem o desaparecimento de pequenas quantidades de urânio em uma unidade das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Resende (RJ), à presença de navios da Marinha iraniana no Rio de Janeiro em 2023. Apesar da repercussão, autoridades brasileiras afirmam que não há indícios de irregularidade.
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O caso envolve o sumiço de duas ampolas com pequenas quantidades de urânio enriquecido durante uma transferência interna de material na Fábrica de Combustível Nuclear, episódio comunicado às autoridades em 2023. O governo brasileiro afirma que o programa nuclear do país tem finalidade exclusivamente pacífica e é monitorado por organismos internacionais, como a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
A narrativa ganhou força após declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sugerindo que o urânio utilizado pelo Irã poderia ter origem em países do Ocidente. As publicações nas redes passaram então a relacionar a hipótese ao episódio ocorrido no Brasil.
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Especialistas e autoridades, no entanto, destacam que não existem provas públicas de que o material iraniano tenha origem brasileira. Além disso, a quantidade de urânio desaparecida em Resende é considerada muito pequena e com baixo nível de enriquecimento, o que inviabiliza uso em armamentos nucleares.


