Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “sicário” ligado ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, permanece internado em estado grave no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, mas não está em protocolo de morte cerebral. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (06), pelo advogado de Mourão, Robson Lucas da Silva à Agência Brasil.
Mourão está internado no Centro de Terapia Intensiva desde a noite de quarta-feira, após tentar tirar a própria vida dentro de uma cela da Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. Ele havia sido preso durante a Operação Compliance Zero.
Segundo o advogado, o quadro clínico do investigado não apresentou evolução que permita a abertura do protocolo de morte encefálica. “A condição clínica do Luiz atual não é indicativa da abertura do protocolo. Essa abertura do protocolo depende da manifestação clínica, da evolução para pior, não se chegou ainda a esse momento. Espero que não se chegue, mas os médicos ainda não têm, de acordo com a literatura médica, condição de abrir esse protocolo, dar início a esse protocolo de morte encefálica”.
Nos últimos dias, alguns veículos de imprensa chegaram a noticiar que Mourão teria entrado em morte cerebral. A Polícia Federal negou a informação e informou que qualquer atualização oficial sobre o estado de saúde seria divulgada após avaliação da equipe médica.
A corporação também informou que irá investigar a tentativa de suicídio dentro da unidade prisional. Segundo a PF, todos os registros em vídeo da permanência de Mourão na superintendência em Minas Gerais serão encaminhados ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal.
O advogado afirmou que pode ter ocorrido um desencontro de informações sobre o estado de saúde do investigado. “Pois é, talvez um desencontro aí, infeliz, de informações, mas a certeza, a convicção que nós temos, por isso que eu fiz questão de conversar com o diretor para efetivamente ter as informações precisas. E as informações são estas, no sentido de que não há indicativo de abertura do protocolo de morte encefálica”.


