
Novo líder supremo do Irã em aparição pública após eleição pela Assembleia de Peritos (Foto: Instagram)
A Assembleia de Peritos foi a instituição responsável pela eleição do novo líder supremo do Irã, e a mídia estatal confirma o nome do segundo filho do aiatolá morto para ocupar o cargo máximo do país. Esse processo, previsto na Constituição iraniana, ocorreu pouco tempo após a morte do aiatolá, cujos poderes eram equivalentes aos do chefe de Estado e detentor da mais alta autoridade religiosa e política da República Islâmica do Irã.
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A Assembleia de Peritos, composta por 88 clérigos eleitos, tem entre suas funções principais supervisionar o desempenho do líder supremo e, quando necessário, escolher seu sucessor. Cada membro precisa cumprir requisitos de conhecimento teológico e ser aprovado pelo Conselho dos Guardiães. Na sessão em que se definiu o novo líder, a votação ocorreu em cédulas secretas, seguindo o procedimento estabelecido no artigo 111 da Constituição do país.
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Pouco se sabe publicamente sobre o segundo filho do aiatolá morto, cujo nome agora ocupa as manchetes. Tradicionalmente, os líderes supremos do Irã têm formação em direitos islâmicos e vêm de famílias com forte influência religiosa. A confirmação pela mídia estatal indica que o novo líder, mesmo sendo relativamente jovem e menos conhecido internacionalmente, conta com o respaldo da elite clerical que hoje comanda o país.
Historicamente, esse é o segundo processo de sucessão semelhante desde a Revolução Islâmica de 1979. Na ocasião anterior, a transição se deu após a morte de Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica e primeiro aiatolá-rei de fato, seguido pela eleição de Ali Khamenei. Desta vez, a Assembleia de Peritos utilizou a mesma estrutura constitucional, definindo critérios de elegibilidade e conduzindo audiências privadas para avaliar a capacidade de liderança dos candidatos.
O cargo de líder supremo no Irã engloba poderes sobre o Exército, as Forças de Segurança, a política externa, a nomeação de altos funcionários e a supervisão das instituições religiosas. Com a morte do aiatolá, o segundo filho assumirá não apenas funções religiosas, mas também o comando de entidades como a Guarda Revolucionária e o Conselho de Discernimento da Política do Estado.
A oficialização do novo líder supremo deve ocorrer em cerimônia restrita, seguida de comunicado à população por meio dos canais oficiais do governo. A designação marca o início de um novo capítulo para a República Islâmica do Irã, renovando a linha de liderança estabelecida há décadas pelos clérigos de maior influência no país.


