
Presidente dos EUA avalia redução drástica do arsenal militar iraniano (Foto: Instagram)
O Presidente dos Estados Unidos afirmou nesta segunda-feira que a capacidade de mísseis, drones e navios do Irã está praticamente acabada. Segundo o pronunciamento oficial, as sanções econômicas e as operações de inteligência conjuntas teriam reduzido significativamente os estoques de tecnologia militar iraniana, comprometendo o potencial ofensivo e defensivo de Teerã. A declaração destaca ainda que, após uma série de ações coordenadas com aliados regionais, o Irã enfrenta grandes dificuldades para repor equipamentos e manter a prontidão de suas forças armadas.
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Em análise histórica, a relação entre os Estados Unidos e o Irã vem se deteriorando há décadas, especialmente desde a Revolução Islâmica de 1979. A saída unilateral dos Estados Unidos do acordo nuclear de 2015, oficialmente conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), e a imposição de sanções cada vez mais rígidas intensificaram a disputa. Na visão de Washington, o aperto econômico foi essencial para conter o desenvolvimento de mísseis balísticos de médio e longo alcance, bem como para limitar a capacidade de lançamento de drones armados no Oriente Médio.
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Desde o início dos anos 2000, o Irã investiu em programas de mísseis balísticos e de cruzeiro, desenvolvendo modelos como o Shahab, Fateh e Khorramshahr. A atual avaliação do Presidente dos Estados Unidos sugere que parte considerável dessas plataformas encontra-se comprometida por falta de peças de reposição e componentes eletrônicos avançados, importados principalmente da Ásia e da Europa antes das sanções. A deterioração estrutural dos estoques, somada ao uso contínuo em conflitos por procuração no Iêmen e na Síria, teria acelerado o desgaste dos sistemas de armas iranianos.
O programa de drones do Irã, que cresceu nos últimos dez anos, também está no centro das restrições. Veículos aéreos não tripulados desenvolvidos em fábricas domésticas, como o Shahed-136, tornaram-se notorios por ataques a infraestruturas na região do Golfo. No entanto, segundo a Defesa dos Estados Unidos, a falta de materiais sofisticados para sistemas de navegação, reconhecimento e controle remoto prejudica a renovação dessa frota de drones. O resultado é uma diminuição na frequência e na eficácia das operações aéreas não tripuladas.
No que se refere à marinha, a força naval do Irã inclui patrulhas rápidas, barcos de assalto e navios de apoio logístico, muitos deles adaptados para transporte de mísseis e minas marítimas. Em águas restritas como o Estreito de Ormuz e o Golfo Pérsico, esses meios permitiam ao Irã potencialmente interromper o tráfego comercial. Ainda assim, a avaliação divulgada pelo Presidente dos Estados Unidos indica que a capacidade de manutenção dos navios foi prejudicada pela escassez de componentes navais, dificultando a operação contínua e o treinamento das tripulações.
O impacto dessas limitações tende a influenciar a segurança regional e o equilíbrio de poder no Oriente Médio. Com a capacidade de mísseis, drones e navios do Irã em declínio, aliados dos Estados Unidos, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, podem revisar suas estratégias de defesa. A comunidade internacional acompanha de perto os próximos passos diplomáticos e militares, enquanto Teerã busca alternativas para contornar as restrições impostas pelas sanções e retomar o fortalecimento de suas forças armadas.


