
Trump cobra ação da Otan para reabrir Estreito de Ormuz (Foto: Instagram)
Trump criticou a falta de auxílio proveniente dos países-membros da Otan para viabilizar a reabertura do Estreito de Ormuz, atualmente interditado pelo Irã. Em pronunciamento divulgado nesta semana, Trump ressaltou que a aliança militar transatlântica deveria desempenhar um papel mais ativo na escolta de navios comerciais, garantindo segurança às rotas marítimas vitais para o transporte de petróleo.
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A decisão do Irã de bloquear o canal tradicional de navegação no Estreito de Ormuz foi justificada por Teerã como uma resposta a sanções econômicas internacionais, mas gerou críticas em diversos governos ocidentais. Para Trump, a posição da Otan não apenas expõe fragilidades estratégicas, mas também compromete a estabilidade do mercado energético global, dependente dessa passagem estreita como rota essencial.
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O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, sendo considerado um dos estreitos mais estratégicos do planeta. Por ali, trafegam quase 20% do petróleo comercializado globalmente, segundo estimativas de organismos internacionais. A interrupção do fluxo não afeta apenas a economia de países importadores, mas pode provocar flutuações nos preços do combustível, em função do receio dos investidores quanto à segurança das embarcações.
Historicamente, a Otan tem atuado em missões de segurança marítima sob mandatos específicos, como as operações anti-pirataria no Oceano Índico. Contudo, a ação coordenada para desbloquear um canal em águas do Oriente Médio envolveria um complexo jogo diplomático com o Irã, atividade que foge ao escopo tradicional do tratado de defesa coletiva entre os membros. Ainda assim, para Trump, a gravidade da situação justificaria uma postura mais decidida da aliança.
Em tom de cobrança direta, Trump concluiu seu comunicado apontando que a inércia pode enfraquecer a credibilidade da Otan perante aliados e adversários. Segundo ele, só uma demonstração clara de cooperação multilateral será capaz de restabelecer o livre trânsito no Estreito de Ormuz e garantir a segurança energética de boa parte do mundo, evitando impactos severos no comércio internacional.


