
Alerta para o “Godzilla El Niño” de 2026 (Foto: Instagram)
Um possível El Niño previsto para 2026 está causando preocupação entre cientistas e meteorologistas. A apreensão é de que o fenômeno possa atingir uma intensidade rara, com potencial para ser um dos eventos climáticos mais devastadores desde a década de 1870.
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O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico central e oriental se tornam mais quentes do que o normal. Essa mudança pode parecer distante para quem vive longe do Pacífico, mas seus efeitos se espalham globalmente, alterando padrões de chuva, interferindo em ventos, deslocando frentes frias e podendo causar secas severas em algumas regiões e enchentes em outras.
O alerta ganhou força após análises indicarem uma possível intensificação rápida do fenômeno. De acordo com uma reportagem do The Washington Post, modelos climáticos sugerem que o próximo El Niño poderia atingir níveis comparáveis aos maiores já registrados.
Paul Roundy, professor de ciências atmosféricas da Universidade Estadual de Nova York em Albany, comentou nas redes sociais que a mudança no índice Niño 3.4 do modelo europeu ECMWF entrou em "território recorde". Esse índice monitora a temperatura da superfície do mar em uma área específica do Pacífico equatorial, usada para medir a força do El Niño.
Ele escreveu: “A mudança do ECMWF Niño 3.4 firmemente para território recorde reflete o impulso adicional injetado no oceano no último mês. O modelo não está simulando bem os sinais subsezonais de estresse do vento, mas, quando esses sinais são integrados ao oceano do modelo, a amplitude aparece. A confiança está claramente aumentando em um possível maior evento de El Niño desde a década de 1870. O próximo evento substancial de vento oeste provavelmente ocorrerá nos últimos 10 dias de maio.”
Na prática, ventos vindos do oeste podem empurrar águas quentes pelo Pacífico equatorial, ajudando a fortalecer o El Niño. Quando esse processo ganha força, o oceano e a atmosfera passam a atuar em conjunto, ampliando os efeitos climáticos.
A cientista climática Katharine Hayhoe afirmou ao The Washington Post que os padrões de El Niño estão associados a escassez de alimentos, impactos no abastecimento de água e até conflitos civis em países tropicais.
Ela disse: “Os padrões de El Niño estão correlacionados com escassez de alimentos, impactos na água e até conflito civil em países tropicais. Então, esses padrões naturais de variabilidade, por mais passageiros que sejam, ainda têm um impacto profundo na sociedade humana e no bem-estar humano.”
O alerta não surgiu isolado. Em março, previsões sobre um possível El Niño muito forte já circulavam nas redes. O youtuber David Schlotthauer publicou um vídeo chamando o fenômeno de “Godzilla El Niño”, afirmando que sinais oceânicos e atmosféricos apontavam para um fortalecimento rápido do padrão climático no segundo semestre de 2026.
Na descrição do vídeo, ele escreveu: “Um El Niño forte pode remodelar drasticamente a corrente de jato, aumentar a atividade de tempestades em partes do sul dos Estados Unidos e alterar padrões climáticos globais por meses.”
Nas redes sociais, usuários também passaram a comentar mudanças recentes na temperatura da superfície do mar no Pacífico equatorial. Um deles afirmou que as temperaturas haviam subido mais de 2 °C em alguns pontos, especialmente na parte leste da região. Outro resumiu a sensação geral diante do alerta: “A mãe natureza nos lembrando quem tem todas as cartas.”


