Na última quinta-feira (18), o governo Lula foi pego de surpresa com a operação da Polícia Federal que teve como principal alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), considerado líder do governo no Senado e um nome influente no meio político. Nem o Palácio do Planalto nem o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, foram avisados da ação organizada nesta semana.
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A operação foi deflagrada no âmbito das investigações sobre fraudes relacionadas ao Banco Master e causou forte reação nos bastidores do governo. No momento da ação, Andrei Rodrigues acompanhava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante agenda do G7, na França, e só tomou conhecimento do alcance da operação posteriormente.
O episódio destoou de práticas recentes da própria Polícia Federal. Em casos anteriores envolvendo integrantes da administração federal, a cúpula da corporação costumava ser informada previamente, ainda que com pouca antecedência.
Desta vez, porém, o procedimento seguiu outro rumo. O relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal, ministro André Mendonça, determinou que os desdobramentos da investigação não fossem compartilhados previamente com a direção da PF. Com isso, tanto a cúpula da corporação quanto o próprio governo Lula ficaram sem informação antecipada sobre os alvos da operação.
A falta de aviso gerou desgaste interno. Poucas horas após a deflagração da ação, o nome de Andrei Rodrigues passou a ser alvo de críticas dentro do Palácio do Planalto, refletindo o clima de surpresa e insatisfação diante da operação que atingiu diretamente o líder do governo no Senado.
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No meio político, aliados admitem que já havia expectativa de que o PT da Bahia pudesse ser atingido no contexto das investigações sobre o Banco Master. Ainda assim, a forma como a operação foi conduzida pegou integrantes da base governista desprevenidos.



