Na última segunda-feira (14), o ministro Flávio Dino, do STF, tomou uma decisão que chamou atenção: retirar o sigilo da Operação Dark Horse, investigação que apura se houve algum crime na produção do filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. Durante o programa “Conexão GloboNews”, da emissora GloboNews, os jornalistas apresentadores da atração demonstraram surpresa ao comentarem que esperavam descobrir novas informações em torno de tudo o que foi apurado pela polícia até agora.
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A expectativa, no entanto, acabou não se confirmando da maneira esperada. Mesmo com a divulgação de um extenso material da investigação, os apresentadores destacaram que, pelo menos inicialmente, não havia surgido nenhuma informação bombástica ou revelação capaz de provocar um grande impacto contra Flávio Bolsonaro.
A decisão de Dino tornou público um acervo de aproximadamente 5 mil páginas, reunindo materiais apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo durante uma operação realizada em junho. A investigação tem como foco a produtora responsável pelo filme “Dark Horse” e a empresária Karina da Gama, que também aparece relacionada a outra empresa que teria firmado um contrato superior a R$ 100 milhões com a Prefeitura de São Paulo.
Os documentos levantam suspeitas sobre a possível utilização de recursos públicos e de emendas para abastecer a produtora e um fundo que, em tese, teria financiado a produção do longa-metragem. Até o momento, porém, essas suspeitas ainda fazem parte da investigação.
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Dino também determinou o acesso a relatórios de informações financeiras solicitados pela Polícia Civil e ordenou o envio à Polícia Federal de todo o material bruto apreendido, incluindo aparelhos celulares. Ao justificar a retirada do sigilo, o ministro citou decisões recentes dos ministros André Mendonça e Edson Fachin e afirmou que a medida busca evitar possíveis “vazamentos seletivos” e garantir tratamento igualitário aos envolvidos nos autos.


