
Arte e memória no espaço: o satélite Templo Orbital (Foto: Instagram)
O artista brasileiro Edson Pavoni criou um projeto inovador chamado Templo Orbital, que permitirá que nomes de pessoas falecidas sejam enviados ao espaço como forma de homenagem. Este satélite, que será lançado pela SpaceX nesta quinta-feira, 1º de outubro, oferece a qualquer pessoa a possibilidade de cadastrar gratuitamente o nome de um ente querido que já partiu.
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Os nomes não serão visíveis na parte externa do satélite, mas sempre que ele passar pela estação terrestre localizada em Ouro Branco, Minas Gerais, os nomes recém-cadastrados serão transmitidos via rádio. As pessoas que realizarem as homenagens receberão um e-mail confirmando que o nome foi armazenado no espaço.
Edson Pavoni, que também criou o Memorial Inumeráveis durante a pandemia para transformar números de mortos em histórias e nomes, vê o Templo Orbital como uma continuidade de sua pesquisa sobre memória e luto. A obra combina arte, tecnologia e memória, incluindo estruturas na Terra para acompanhar o satélite e uma plataforma digital para enviar homenagens.
O satélite deverá permanecer em órbita por cerca de quatro anos, recebendo nomes de pessoas de todo o mundo. Para participar, basta acessar o site oficial do Templo Orbital e cadastrar o nome desejado. Os nomes ficam em uma fila até a próxima passagem do satélite pela estação em Minas Gerais.
O lançamento do Templo Orbital ocorrerá durante a missão Transporter-18 da SpaceX, com o foguete Falcon 9 partindo da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia. Caso o lançamento seja adiado, uma nova tentativa está prevista para o dia seguinte, sexta-feira, 2 de outubro.
Esta é a segunda tentativa de colocar o Templo Orbital em órbita, após uma falha em janeiro com o foguete indiano PSLV-C62 que resultou na perda dos satélites transportados. Agora, o projeto tem uma nova chance com a missão da SpaceX.
A comunicação com o Templo Orbital será realizada a partir de Ouro Branco, Minas Gerais, por meio da UaiLabs, uma startup incubada no Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG). Esta estação terrestre é responsável por enviar os nomes cadastrados ao satélite sempre que ele estiver na região.


