A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG) anunciou que pretende tomar medidas contra Nikolas Ferreira (PL-MG) após o parlamentar divulgar uma suposta publicação em que ela defenderia o fechamento de igrejas. A petista nega ter escrito a mensagem e acusa o deputado de espalhar informações falsas. A discussão ganhou repercussão nesta quinta-feira (8), depois que políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a compartilhar postagens antigas atribuídas à influenciadora.
Ana Elisa reconheceu a autoria de parte das mensagens que voltaram a circular nas redes sociais, incluindo publicações com expressões como “odeio branco” e “tô nem aí para empreendedor”. Entretanto, contestou a autenticidade da postagem relacionada às igrejas, compartilhada por Nikolas Ferreira.
++ Ana Elisa, a deputada mais votada de MG, apoiará Lula nas redes sociais
Em resposta ao deputado, a parlamentar eleita afirmou que pretende recorrer à Justiça Eleitoral. “Vou mandar pro TSE (Tribunal Superior Eleitoral), porque fake news é crime eleitoral. Precisamos suspender sua diplomação e de todos que estão publicando esse tipo de conteúdo”, declarou.
A repercussão ocorreu após Ana Elisa ser escolhida para integrar a mobilização digital da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A iniciativa busca ampliar a presença do presidente nas redes sociais, em meio a críticas de apoiadores sobre a comunicação eleitoral do partido.
Aos 21 anos, Ana Elisa foi eleita deputada federal por Minas Gerais com 524.219 votos, ficando atrás apenas de Nikolas Ferreira na disputa pelo cargo no estado. O resultado fez dela a mulher mais votada da história de Minas para a Câmara e a parlamentar federal mais jovem já eleita no Brasil.
Na sexta-feira (09), a assessoria da petista divulgou uma nota em que ela reconheceu a autoria de publicações antigas, afirmou que algumas mensagens foram retiradas de contexto e pediu desculpas pelas declarações. A deputada eleita também disse que já não pensa da mesma maneira que na época em que escreveu os textos. Apesar disso, manteve a negativa sobre a publicação que defendia o fechamento de igrejas.
++ Mila Seidl desabafa sobre luto após morte de Lito Sousa
A repercussão também levou Ana Elisa a desativar seu perfil no X. Segundo a parlamentar eleita, ela passou a receber ameaças de morte e violência sexual. Diante das denúncias, o Ministério da Justiça solicitou à Polícia Federal a abertura de uma investigação para apurar os ataques.
Com mais de 3 milhões de seguidores no Instagram, Ana Elisa foi convocada pelo PT para participar da estratégia de comunicação de Lula no segundo turno. A proposta é aproximar a campanha do público das redes sociais e ampliar a divulgação de conteúdos sobre as propostas do presidente. A parlamentar eleita deverá assumir seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 2027.


