
Danielle ‘Motogata’: a primeira motorista trans de ônibus urbano em Minas Gerais (Foto: Instagram)
Danielle Aguiar Silva, aos 28 anos, alcançou seu sonho de infância de dirigir ônibus e se destacou nas redes sociais por sua trajetória no transporte coletivo de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. Conhecida como Motogata, ela é reconhecida pelo portal Trans Emprego como a primeira mulher trans a trabalhar como motorista de ônibus urbano no estado.
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Há cerca de três anos na profissão, Danielle compartilha com orgulho sua rotina ao volante. Em uma publicação, ela afirmou que sua conquista vai além de conseguir um emprego. "Ser a primeira mulher trans a pilotar no transporte coletivo de Minas não é só sobre o trabalho, é sobre o lugar que eu conquistei", escreveu ela nas redes sociais. Danielle assegura que nunca sofreu discriminação durante os três anos em que exerce a função.
Desde criança, Danielle tinha uma paixão por ônibus e dizia aos primos que um dia se tornaria motorista. Apesar de seguir outras carreiras profissionais, nunca abandonou o desejo de trabalhar no transporte coletivo. Antes de conseguir a vaga, trabalhou como cabeleireira e atendente de supermercado. Ela também se formou em Educação Física, mas continuou buscando uma oportunidade para realizar seu antigo sonho.
Ao saber de um processo seletivo para motoristas, decidiu obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria D, necessária para dirigir ônibus. Foi assim que conseguiu ingressar na profissão.
Danielle iniciou sua transição de gênero aos 13 anos e recebeu apoio da família durante esse processo. Ela relata que seus familiares se preocupavam principalmente com o preconceito que poderia enfrentar fora de casa. No trabalho, a motorista afirma que não enfrentou episódios diretos de discriminação nesses três anos. Ela diz que passageiros e colegas a respeitam profissionalmente. O apoio familiar foi crucial para seguir seus planos e construir a carreira que desejava.
A história de Danielle ganhou destaque nas redes sociais em setembro de 2026. Em entrevista ao BHAZ, ela revelou que ficou surpresa com a quantidade de mensagens recebidas. Entre os comentários, estavam relatos de outras mulheres trans que passaram a ver novas possibilidades profissionais ao conhecer sua história. Danielle se orgulha de sua conquista: "Sigo no volante com a cabeça erguida, profissionalismo e muito orgulho da minha trajetória", escreveu. Ela reforça uma mensagem sobre representatividade: "Lugar de mulher trans é onde ela quiser, inclusive no comando", concluiu.


