Artistas que tiveram projetos musicais patrocinados por empresas estatais estão entre os participantes de uma manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcada para domingo (18), no Rio de Janeiro. O Ato Musical pela Democracia acontecerá às 16h, no Posto 5 de Copacabana, com a presença anunciada de Caetano Veloso e Djavan, entre outros nomes da música brasileira.
A mobilização é organizada pelos coletivos 342 Artes e Mídia Ninja, a pouco mais de uma semana do segundo turno das eleições presidenciais. O evento reúne manifestações em defesa da democracia e apoio à candidatura de Lula.
Entre os participantes anunciados está Caetano Veloso, que realizou uma turnê conjunta com Maria Bethânia entre 2024 e 2025. O projeto recebeu R$ 16,5 milhões em patrocínio do Banco do Brasil, conforme os valores divulgados pelo Blog Thalita Moema.
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Djavan também está entre os artistas previstos para a manifestação. Em 2026, o cantor realiza a turnê Djavanear 50 anos. Só Sucessos, apresentada pelo Banco do Brasil. Ainda segundo informações do Blog Thalita Moema, ele recebeu o valor de R$ 4,1 milhões.
Outro projeto musical que recebeu recursos de estatais foi a turnê de despedida de Gilberto Gil, Tempo Rei. Segundo os valores divulgados, o espetáculo contou com R$ 3 milhões do Banco do Brasil e R$ 4 milhões dos Correios.
Os patrocínios mencionados foram destinados a projetos culturais específicos e não demonstram que as empresas públicas estejam financiando a manifestação eleitoral. Também não há comprovação de que os valores tenham sido repassados diretamente aos artistas como remuneração pessoal.
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A realização do evento ocorre em meio a questionamentos sobre as regras da propaganda eleitoral. A legislação brasileira proíbe showmícios e apresentações artísticas destinadas a promover candidaturas em reuniões eleitorais, mesmo quando não há pagamento aos participantes.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegou a receber um pedido de cancelamento da manifestação. O ministro André Mendonça, porém, extinguiu o processo por entender que os autores não tinham legitimidade para apresentar a ação relacionada à disputa presidencial. A decisão não analisou se o evento constitui propaganda eleitoral irregular.


